AMERICANA (SP) — Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, foi preso sob suspeita de matar a ex-companheira, Jeane Cristina Mattes, de 43 anos, durante a festa de aniversário do filho, no domingo (11). Nas redes sociais, ele se apresentava como “pastor itinerante”.
Jeane foi levada ao Hospital Municipal de Americana, mas não resistiu. O médico responsável pelo atendimento informou que ela tinha sete perfurações, sendo quatro no peito. A faca que teria sido usada foi apreendida na casa.
O casal tinha dois filhos, de 15 e 8 anos, e o crime ocorreu durante a comemoração do aniversário do mais velho. Uma pessoa próxima à família relatou que as crianças presenciaram o assassinato. “Meu pai matou minha mãe”, teria repetido um dos filhos, conforme o relato da testemunha, que não teve o nome divulgado.
Histórico de violência
A testemunha afirmou que os problemas de Jonatã com drogas eram conhecidos na vizinhança. Segundo ela, ele se tornava agressivo quando usava entorpecentes e não aceitava o fim do relacionamento. A mãe dele já teria chamado a polícia em uma dessas ocasiões.
Ainda de acordo com o relato, Jonatã passou um período sem usar drogas depois que começou o relacionamento com Jeane e, posteriormente, tornou-se pastor.
A Polícia Militar foi chamada por volta das 12h e encontrou o suspeito imobilizado por moradores no Loteamento Mantovani. O boletim de ocorrência registra que havia uma aglomeração e ameaças de linchamento. Os policiais o retiraram rapidamente do local e o levaram para atendimento médico.
Jonatã já havia sido preso por violência doméstica contra Jeane, que tinha uma medida protetiva contra ele. Ela estava na casa do ex-companheiro para participar da festa quando ocorreu a discussão que teria antecedido o ataque.
Aos policiais, o suspeito admitiu ter usado drogas entre a noite de sábado (10) e a manhã de domingo, além de consumir bebidas alcoólicas. Ele também tem outro filho, de um relacionamento anterior. O caso foi registrado como feminicídio, e Jonatã permaneceu preso.



