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Célio Ramos deixou publicidade para criar escola de guitarra no Brasil

Publicitário fundou o IG&T com Wander Taffo em 1997 e ajudou a formar músicos como Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt.

Célio Ramos deixou publicidade para criar escola de guitarra no Brasil
Foto: Arquivo pessoal

A trajetória de Célio Ramos passou pela publicidade, pela criação de uma casa de shows e pela formação de músicos. Publicitário, ele fundou em 1997 o Instituto de Guitarra e Tecnologia (IG&T) ao lado do guitarrista Wander Taffo. A escola se tornou a base da Escola de Música e Tecnologia (EM&T).

Ramos morreu em 10 de setembro, aos 78 anos. A morte ocorreu em decorrência de uma parada cardíaca e de uma falha respiratória associadas a um enfisema pulmonar. Ele deixa os irmãos, os filhos Kika, Kiko, Sérgio e Alice, além de quatro netos.

Da publicidade à música

Nascido em Ribeirão Preto (SP), Célio era o caçula de nove irmãos alfaiates e se mudou ainda bebê para São Paulo. A família esperava que ele assumisse o negócio dos parentes, mas ele seguiu outro caminho. A partir dos anos 1960, trabalhou no mercado publicitário e recebeu, em 1976, o prêmio de Homem de Marketing do Ano de uma associação.

Ele também ficou conhecido por campanhas comerciais. Entre os bordões associados a seu trabalho estava: “Não compre carro hoje, espere para comprar amanhã”, conforme a filha Kika Muller, musicista de 57 anos.

No início dos anos 1990, Ramos abriu o Brittania Café Concerto, na avenida Jabaquara, na zona sul da capital. O espaço comportava 1.500 pessoas e se tornou um marco na noite paulistana. Tim Maia estava entre os artistas considerados para se apresentar no local e acabou fazendo um show, além de elogiar o som da casa.

O projeto com Wander Taffo

A experiência de Taffo, que passou por Rádio Táxi, Made in Brazil, Rita Lee e Secos & Molhados, foi combinada às ideias de Ramos e da executiva Monica Lima. O IG&T foi estruturado como a primeira escola do país especializada em guitarra e chegou a reunir 2.000 alunos no auge.

Entre os estudantes estavam Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt e Edu Ardanuy. Mozart Mello e Faiska integravam o grupo de professores. O instituto também recebeu músicos internacionais para aulas e encontros com alunos, entre eles Steve Vai, Paul Gilbert, Yngwie Malmsteen e John Petrucci.

“Ele respirava música e inovação todos os dias da vida dele”, afirmou Kika sobre o pai. Para Fátima Taffo, irmã de Wander, a parceria com Ramos marcou a trajetória do guitarrista e impulsionou o cenário cultural.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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