O Prêmio Nobel de Economia de 2026 foi concedido aos americanos Robert E. Hall, de Stanford, e Michael Woodford, da Universidade Columbia, pelos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pela Academia Real Sueca de Ciências.
A dupla desenvolveu modelos que partem das decisões individuais de famílias e empresas para explicar o funcionamento da economia. Segundo o comitê de premiação, essa abordagem substituiu modelos baseados apenas em relações estatísticas entre inflação, produção e consumo.
"Isso envolve a compreensão de como o conjunto das famílias e das empresas, individualmente, afeta a economia por meio de suas ações", afirmou o comitê.
Impacto na política econômica
Os modelos elaborados pelos premiados permitiram a adoção de medidas fiscais e monetárias em tempo oportuno. O objetivo é reduzir a intensidade de oscilações prejudiciais na economia.
John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio em Ciências Econômicas, afirmou que o trabalho criou uma base teórica para os modelos usados atualmente por bancos centrais e governos. Ele citou a possibilidade de lidar com choques como crises energéticas e mudanças repentinas nos níveis de consumo das famílias.
O prêmio de ciências econômicas é popularmente chamado de Nobel de Economia, embora seja o único entre as premiações com esse nome que não estava previsto no testamento de Alfred Nobel (1833-1896). Nobel foi um engenheiro e químico sueco associado à invenção da dinamite e ao desenvolvimento da borracha e do couro sintéticos.
Um ano antes de morrer, ele destinou 94% de uma fortuna de 31 milhões de coroas suecas — equivalentes a mais de R$ 1 bilhão nos dias de hoje — à criação de prêmios anuais para reconhecer o maior benefício à humanidade em áreas como química, física, medicina, literatura e paz.
Criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, Sveriges Riksbank, o prêmio tem o nome oficial de Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel. A distinção é concedida pela Real Academia Sueca de Ciências, seguindo os mesmos princípios dos prêmios Nobel atribuídos desde 1901.
As indicações são feitas apenas por convite, e os nomes dos candidatos e outras informações permanecem em sigilo por 50 anos. A decisão cabe à Real Academia de Ciências, com base nas recomendações de um comitê formado por cinco membros.
O prêmio inclui 12 milhões de coroas suecas, quase R$ 6 milhões, além de medalha de ouro e diploma. No ano passado, a premiação foi concedida a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por trabalhos sobre a relação entre inovação e progresso.



