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Durigan questiona reação do mercado após primeiro turno das eleições

Ministro da Fazenda criticou promessas fiscais da oposição e defendeu a continuidade do arcabouço fiscal e da atuação estatal no setor habitacional.

Durigan questiona reação do mercado após primeiro turno das eleições
Foto: Gabriela Biló -10.set.26/Folhapress

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, questionou nesta quarta-feira (7) a valorização da Bolsa e a queda do dólar observadas após o primeiro turno das eleições. Para ele, a reação dos ativos não está apoiada em propostas econômicas concretas da oposição.

Durante participação por videoconferência no 9º Incorpora Abrainc, da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias, Durigan criticou a promessa da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de alcançar superávit fiscal de 1,5% do PIB. O ministro afirmou que não foi apresentada uma explicação concreta para atingir esse resultado.

“A direita fala em superávit de 1,5% do PIB, e isso não é crível, compra quem quer”, disse Durigan. Em outro momento, afirmou que prometer resultados sem explicar como alcançá-los é vender pastel de vento.

O ministro também contestou a avaliação de que uma comparação entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a gestão anterior justificaria uma melhora tão expressiva na percepção dos investidores, sobretudo em relação às contas públicas. Segundo Durigan, o risco-país caiu durante o governo Lula, e a percepção sobre o crédito do Brasil melhorou sob as regras fiscais atuais.

Ele criticou a gestão anterior por ter aumentado despesas sem indicar fontes de compensação e defendeu a manutenção e o reforço do arcabouço fiscal. A proposta, segundo o ministro, é manter o crescimento das despesas abaixo da expansão das receitas, dando previsibilidade à regra para reduzir estruturalmente os juros e melhorar as expectativas.

“Nós temos que dar garantia de que essa regra fiscal vai seguir existindo com a receita crescendo mais do que a despesa, de modo que estabilizemos o crescimento da dívida pública”, afirmou.

Habitação e juros

Para empresários da construção civil e do mercado imobiliário, Durigan disse que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia provocar um desastre no setor. Ele defendeu a atuação do Estado em programas habitacionais e mecanismos de financiamento, incluindo o uso do FGTS, além da coordenação entre governo e iniciativa privada para ampliar o crédito e enfrentar o déficit habitacional.

O ministro citou ainda a reforma tributária como um dos principais avanços para elevar a produtividade brasileira. Disse que o país precisa enfrentar a taxa de juros e a situação fiscal, que classificou como a milha final a ser corrigida antes da criação de condições mais favoráveis para investimento e crescimento.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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