A vitória de Lula no segundo turno da eleição presidencial de 2022 ocorreu por uma diferença de 2.139.645 votos sobre Jair Bolsonaro. O resultado é apresentado como consequência, em parte, de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para retirar conteúdos do ar durante a campanha.
Entre os casos citados estão publicações que relacionavam Lula a episódios de corrupção, ao crime organizado e ao apoio à legalização do aborto. Também são mencionadas decisões contra conteúdos da Jovem Pan e o documentário da produtora Brasil Paralelo sobre a facada sofrida por Jair Bolsonaro. O texto afirma que as medidas atingiram de forma desproporcional perfis críticos de Lula e do sistema eleitoral.
A atuação do TSE sob Alexandre de Moraes é descrita como um aparato de remoção de conteúdo, suspensão de contas e pressão sobre plataformas. O argumento é que a chamada censura temática teria sido inaugurada naquela eleição.
Críticas ao governo e suspeitas de corrupção
O texto também critica a composição do governo Lula e cita Margareth Menezes, ministra da Cultura, e Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial. Em novembro de 2023, Anielle afirmou que expressões como “buraco negro” e “denegrir” têm conotação racista e deveriam ser evitadas no contexto do letramento racial.
Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, é citado por defender o conceito de racismo estrutural no livro publicado em 2019. Ele deixou o cargo após ser acusado de importunação sexual por Anielle Franco e outras mulheres.
Entre os problemas que deveriam ser priorizados pelo governo, o texto menciona insegurança, corrupção e perda do poder de compra. Também associa ao governo suspeitas relacionadas ao Banco Master, cuja liquidação extrajudicial pelo Banco Central ocorreu em novembro de 2025. Daniel Vorcaro foi preso no caso.
Jaques Wagner, então líder do PT no Senado, foi alvo de buscas da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Segundo as acusações descritas, as apurações envolvem suposta atuação em favor de interesses do Banco Master, incluindo uma emenda sobre a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. Também são citados um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, repasses a familiares, viagens em jatinho e ingressos. Jaques Wagner nega as acusações.
Outro caso mencionado envolve o filho mais velho de Lula. Ele é alvo de investigações da Polícia Federal e teve sigilos quebrados pela CPMI do INSS por suspeitas de tráfico de influência e possível recebimento de valores ligados a descontos indevidos em aposentadorias.
As investigações tratam de bilhões em descontos não autorizados de aposentados e pensionistas. O texto cita o chamado Careca do INSS como principal operador apontado pela Polícia Federal e afirma que o empresário teria pago R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger. Mensagens obtidas pela PF mencionariam como destinatário “o filho do rapaz”.
Banco Master e Alexandre de Moraes
O texto afirma ainda que o escândalo do Banco Master alcançou o entorno do Supremo Tribunal Federal. É citado um contrato de R$ 131 milhões entre Daniel Vorcaro e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, com cerca de R$ 80 milhões pagos efetivamente.
Mensagens reveladas pela Polícia Federal indicariam que Vorcaro manifestou gratidão a Moraes e pediu ajuda para conter ações da PF e da Procuradoria-Geral da República. Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão, ele teria perguntado: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. O material também apontaria pelo menos seis encontros entre os dois em 2024 e 2025.
O argumento conclui que censura e corrupção fariam parte de um projeto de poder voltado a calar uma parcela da sociedade e inviabilizar a democracia. A partir dessa avaliação, declara apoio a Flávio Bolsonaro e expectativa de que uma eventual presidência dele apresente respostas aos problemas citados.



