O hábito de gatos de pressionar alternadamente as patas dianteiras contra cobertas, sofás, roupas ou pessoas tem origem no período de amamentação. Quando filhotes, eles fazem esse movimento na barriga e nas mamas da mãe para estimular a saída do leite. Na vida adulta, a prática pode permanecer associada a conforto, segurança e relaxamento.
O comportamento é conhecido popularmente como “amassar pãozinho” e também recebe o nome de “kneading”, palavra em inglês para amassar ou sovar. Embora os gatos usem as garras, a intenção não é machucar: eles massageiam a superfície escolhida.
Sinal de afeto e tranquilidade
O veterinário Pedro Henrique Gastaldo, de Jundiaí (SP), explica que o gato costuma escolher superfícies macias e estáveis. Não há um local único de preferência: camas, almofadas, sofás, roupas, colo e barriga do tutor podem ser usados.
Quando o animal se aproxima de uma pessoa, fica no colo e começa a amassar, o comportamento geralmente indica que aquele ambiente ou indivíduo está associado à segurança e ao conforto. Também pode ser uma forma de demonstrar carinho a tutores ou a outros animais.
Ronronar, manter os olhos semicerrados e permanecer com o corpo relaxado formam uma combinação comum em gatos confortáveis. O ronronar, porém, não indica apenas felicidade. O veterinário afirma que o som também pode aparecer em situações de estresse, dor ou desconforto. Por isso, a linguagem corporal deve ser observada em conjunto, e não apenas o ronronar.
Mel e Mei aproveitam o frio
Em Sorocaba (SP), as gatas Mel e Mei costumam amassar pãozinho na hora de dormir. A tutora, Thayane Gabrielli Muniz, de 27 anos, diz que as duas são carinhosas e sociáveis, inclusive com os cachorros da família.
Mel faz o movimento à noite e em dias frios. Como não gosta de dormir dentro de casa, costuma ficar no quintal com as cachorras, mas entra quando a temperatura cai e se deita com Thayane enquanto ronrona.
Mei, uma gata tricolor, amassa pãozinho todas as noites e também procura a tutora durante o horário de almoço. Thayane conta que passou a entender o comportamento durante um período de veterinária. “Eu achava que era só para deixar a região confortável ali para eles deitarem”, disse.
Além de amassar, as duas pedem carinho com a cabeça e ronronam. Para a tutora, essa combinação torna o momento de interação ainda mais especial.



