O grupo mexicano Asur nomeou José Formoso, ex-CEO da Embratel e da Claro, para comandar as operações da empresa no Brasil. O executivo será responsável pela gestão e pela participação da companhia em 17 aeroportos brasileiros.
A Asur concluiu em setembro a compra de 20 aeroportos da Motiva, que havia anunciado no ano passado sua saída do setor aeroportuário. Além dos ativos no Brasil, a transação inclui três aeroportos em Curaçao, Costa Rica e Equador. No país, os terminais estão distribuídos por estados como Minas Gerais e Paraná.
A operação brasileira inclui os aeroportos de São José dos Pinhais, Belo Horizonte, Goiânia, Pelotas, São Luís, Uruguaiana, Pampulha, Bacacheri, Bagé, Foz do Iguaçu, Imperatriz, Joinville, Londrina, Navegantes, Palmas, Petrolina e Teresina.
Segundo a Motiva, o conjunto de ativos conecta mais de 200 rotas regulares e movimentou mais de 48 milhões de passageiros em 2025. O resultado representou crescimento de 6,1% em relação a 2024.
A aquisição teve valor total de R$ 11,5 bilhões. Desse montante, R$ 5 bilhões correspondem à participação acionária da Asur nos aeroportos, enquanto R$ 6,5 bilhões são referentes a dívidas líquidas. O grupo classificou a operação como seu maior movimento de expansão internacional.
Formoso foi CEO da Embratel por mais de duas décadas, de 2004 a 2025, e depois ocupou o cargo de CEO da Claro Empresas. Em nota, afirmou que a prioridade será conduzir uma transição segura, organizada e eficiente, reunindo a experiência internacional da Asur ao conhecimento das equipes dos aeroportos.
Formado em engenharia pela Universidad La Salle, o executivo tem pós-graduação em Direção de Empresas pelo Ipade, do México. Ele integra os conselhos da Claro Brasil, da Copasa e da Brasscom, além de ser vice-presidente do conselho de administração da Amcham Brasil.
Fundada em 1998 e com sede no México, a Asur atua também na Colômbia, em Porto Rico, no Equador, na Costa Rica e em Curaçao, além de manter atividades comerciais em aeroportos dos Estados Unidos. No Brasil, seus principais concorrentes são Aena, Fraport, Zurich Airport, Vinci Airports, Inframerica e Invepar.



