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Fornecedores aeroespaciais atraem compradores com produção mais previsível

Interesse por empresas especializadas cresce enquanto Boeing e Airbus ampliam a visibilidade sobre a demanda por aeronaves e componentes.

Fornecedores aeroespaciais atraem compradores com produção mais previsível
Foto: Reuters

A maior previsibilidade sobre a produção de aeronaves está ampliando o interesse por fornecedores da cadeia aeroespacial. Compradores procuram empresas com mão de obra escassa, processos especializados e capacidade disponível para acompanhar o aumento da fabricação de aviões e motores.

A Janes Capital Partners registrou 154 acordos aeroespaciais anunciados publicamente até agosto. O resultado está próximo do recorde anual de 159 transações, alcançado em 2019. Os negócios somaram US$ 14 bilhões (R$ 71,47 bilhões), sem incluir a aquisição da Consolidated Precision Products pela GE Aerospace, anunciada em setembro.

A maior parte das operações envolveu compradores estratégicos e empresas de private equity interessados em fornecedores de pequeno e médio porte. Entre os acordos de maior valor, a GE Aerospace anunciou a compra da Consolidated Precision Products por US$ 12 bilhões (R$ 61,08 bilhões). A empresa fornece peças fundidas e foi adquirida em meio à expansão da produção de motores.

Em maio, a Parker Hannifin concordou em comprar da KKR a divisão aeroespacial da Circor, que fabrica sistemas de atuação e trens de pouso. O negócio foi avaliado em US$ 2,6 bilhões (R$ 13,26 bilhões).

Ritmo de produção

A Boeing entregou 600 aviões no ano passado, o maior volume desde 2018, e está a caminho de superar essa marca neste ano. A fabricante estabilizou a produção do 737 MAX e começou a elevá-la, o que deu aos fornecedores uma visão mais clara sobre a demanda futura.

As entregas de aviões de passageiros da Boeing haviam caído de 806 em 2018 para 157 em 2020. Depois, subiram para 528 em 2023 e recuaram para 348 no ano seguinte, em meio a problemas de qualidade na produção.

A Airbus, por sua vez, estabeleceu como meta entregar 870 aeronaves neste ano. O número supera o recorde anterior à pandemia, de 863 aeronaves em 2019. Para Anita Antenucci, fundadora do banco de investimentos 3Wire Partners, a evolução das transações tende a acompanhar o aumento da produção.

“É possível comparar a taxa de aumento na produção com a taxa de aumento nos negócios, e elas seguirão um padrão bastante semelhante”, disse Antenucci.

Mais empresas à venda

Banqueiros afirmam que uma fila de potenciais vendedores começa a chegar ao mercado. Empresas de private equity mantiveram companhias de seus portfólios por mais tempo do que o habitual porque as oscilações da produção durante a pandemia e os estoques elevados dificultavam a avaliação dos negócios.

Os dados da Janes Capital mostram que 157 negócios foram anunciados no ano passado, com valor total de US$ 37,5 bilhões (R$ 191,25 bilhões). Em 2019, foram 159 transações, que somaram US$ 21,3 bilhões (R$ 108,63 bilhões). Em 2020, o número caiu para 82, com valor de US$ 3,3 bilhões (R$ 16,8 bilhões). O maior montante anual foi registrado em 2015: US$ 59,4 bilhões (R$ 302,88 bilhões) em 106 transações.

A disputa alcança até fornecedores menores, especialmente com a entrada de mais empresas de private equity. Susan Kasa, proprietária da Boulevard Machine, oficina mecânica nos arredores de Springfield, em Massachusetts, disse receber “duas a três ligações por dia” de potenciais compradores. Segundo ela, a força de trabalho qualificada tornou a empresa um alvo atraente em um setor com escassez de mão de obra.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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