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Caixa oferece prêmio e mudanças no plano de saúde para encerrar greve

Banco mantém proposta até sexta-feira (11) e ameaça recorrer à Justiça se os funcionários não aceitarem o acordo.

Caixa oferece prêmio e mudanças no plano de saúde para encerrar greve
Foto: Cristiane Gercina/Folhapress

A Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta para tentar encerrar a greve nacional dos bancários, iniciada nesta quinta-feira (10). O banco manteve a oferta até esta sexta-feira (11) e informou que poderá recorrer à Justiça contra os funcionários por dissídio coletivo caso ela não seja aceita.

A proposta prevê prêmio de R$ 3.000 por empregado, pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no dia 18 e aumento do teto de custeio da Caixa no Saúde Caixa de 6,5% para 8%. O plano de saúde era o principal ponto de impasse nas negociações.

Os empregados deverão avaliar a oferta em assembleia na sexta-feira (11), de acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A presidente da entidade e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que a alteração ocorreu diante da mobilização dos funcionários.

O que está na proposta

Para o plano de saúde, a Caixa propôs cobrança de 2,30% a 4,10% sobre o salário-base, conforme a idade, além de valores por dependente entre R$ 480 e R$ 660. A oferta também inclui a elevação da coparticipação em consulta de pronto-socorro de R$ 75 para R$ 150, fora do teto, e isenção de coparticipação em telemedicina.

O limite anual de coparticipação por grupo familiar passaria de R$ 3.600 para R$ 4.800. A proposta estabelece ainda teto de 9% por grupo familiar, piso de R$ 50 por beneficiário, 13 mensalidades, recadastramento anual obrigatório e dependentes indiretos fora do teto.

Entre as demais medidas estão a antecipação da parcela da Caixa da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030 para ajudar a cobrir o déficit do Saúde Caixa; o pagamento de valores do PAMS (Programa de Assistência Médico-Supletiva) a partir de 2027; e ações de prevenção à saúde no valor de R$ 236 milhões a partir de janeiro de 2027.

A Caixa também propôs grupos de trabalho para discutir a eficiência do plano, as três fontes de renda e um modelo que destine ao Saúde Caixa parte do lucro ligado à produtividade. Titulares que estão fora do plano teriam 90 dias para aderir, mas não poderiam retornar depois do cancelamento da adesão.

Em nota, o banco disse manter o diálogo com as entidades representativas dos empregados e ter voltado à mesa de negociação para construir um entendimento entre as partes.

Atendimento durante a paralisação

Nesta quinta-feira, clientes encontraram agências da Caixa fechadas e cartazes sobre a greve. Os caixas eletrônicos continuaram funcionando. O banco orientou o uso do aplicativo da Caixa, internet banking, WhatsApp (0800-1040104), Caixa Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA, DPVAT e FGTS.

O atendimento telefônico está disponível pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800 104 0104, para as demais localidades. Também podem ser usados os caixas eletrônicos e a rede Banco24Horas.

No Banco do Brasil, a greve é parcial e atinge alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal. O banco afirmou participar da mesa única de negociação da categoria e manter uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar de questões dos funcionários.

O Banco do Brasil orientou os clientes a usar o aplicativo BB, o internet banking, correspondentes bancários e a central de relacionamento pelos telefones 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-7290001, para as demais localidades. Também está disponível o WhatsApp (61 4004-0001).

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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