São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Caixa leva greve dos bancários ao TST após impasse sobre plano de saúde

Banco afirma que pedirá dissídio coletivo após trabalhadores rejeitarem propostas para o Saúde Caixa e manterá canais digitais durante a paralisação.

Caixa leva greve dos bancários ao TST após impasse sobre plano de saúde
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

A Caixa Econômica Federal vai pedir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) a abertura de um dissídio coletivo para tratar da greve nacional dos bancários, iniciada em 10 de setembro. A decisão foi tomada depois que uma tentativa de acordo terminou sem consenso nesta quarta-feira (23), em reunião intermediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Em nota, a Caixa afirmou que pretende buscar uma solução institucional para o impasse. O banco também disse que respeitará as entidades representativas, manterá o compromisso com os empregados e cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho.

Plano de saúde concentra impasse

A principal divergência entre a empresa pública e os trabalhadores é o Saúde Caixa. Os empregados rejeitaram três propostas apresentadas pelo banco. A mais recente foi recusada em assembleia na noite de segunda (21).

Entre as reclamações está o aumento de 60% na cobrança por consulta em pronto-atendimento, de R$ 75 para R$ 120. Pelas regras atuais, o funcionário contribui com 3,5% da remuneração-base e paga R$ 75 por consulta própria ou de dependentes.

A proposta da Caixa prevê elevar de 6,5% para 9% o teto de participação da empresa no custeio do plano a partir de 2027. Não haveria cobrança diferenciada por faixa etária, e seriam mantidos o pacto intergeracional e o convênio no acordo coletivo de trabalho.

Não haveria reajuste nas mensalidades em 2026, e a Caixa assumiria o déficit do plano. A partir de 2027, o titular pagaria 3,7% da remuneração-base, enquanto a mensalidade de dependente direto seria de R$ 560. Para dependentes indiretos, os valores seriam de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e de R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.

O limite para o grupo familiar, formado pelo titular e pelos dependentes diretos, passaria a ser de 9%. Hoje, cada dependente direto paga R$ 480, e a soma das mensalidades está limitada a 7% da remuneração-base do titular. Na proposta, o limite máximo subiria, e a mensalidade de cada dependente direto teria aumento de 16,7%.

A Caixa reduziu, entre as propostas, a cobrança de consulta em pronto-atendimento de R$ 150 para R$ 120 e manteve a isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina. Também ofereceu o reajuste de 4,6% já pago aos demais bancários do país, índice 0,6% acima da inflação do período.

Os empregados afirmam que o custo do plano consumiria o ganho real do reajuste salarial. Embora reconheçam avanços entre as propostas, avaliam que as perdas em relação ao convênio atual teriam impacto nas famílias.

Canais disponíveis durante a greve

As contas e os boletos continuam podendo ser pagos pelos canais digitais e pelos caixas eletrônicos, mesmo com agências fechadas. A Caixa informa que os clientes podem usar os caixas eletrônicos, o aplicativo e o site do banco, o WhatsApp Caixa, pelo 0800-1040104, o Caixa Tem e os aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa e FGTS.

Também estão disponíveis os correspondentes Caixa Aqui, o aplicativo DPVAT, a rede Banco24Horas e o Alô Caixa, pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-1040104, para as demais localidades.

A Caixa declarou que realizou 54 rodadas de negociação para chegar ao dissídio da categoria bancária, que inclui bancos privados. Essas negociações resultaram no reajuste de 4,6%. O banco afirmou ainda que apresentou propostas distintas e incorporou demandas dos empregados, mas não conseguiu chegar a um consenso.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.