São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Economia

Dólar cai a R$ 5,183 e Bolsa avança com inflação americana e eleições no radar

PCE abaixo da projeção para o ano reduz apostas em juros mais altos nos EUA, enquanto petróleo e disputa eleitoral influenciam os ativos brasileiros.

Dólar cai a R$ 5,183 e Bolsa avança com inflação americana e eleições no radar
Foto: Sam Mircovich/Reuters

O dólar recuava nesta quarta-feira (30), enquanto a Bolsa avançava, em um pregão influenciado por dados de inflação dos Estados Unidos, pelos preços do petróleo e pelo cenário eleitoral brasileiro. Por volta das 13h, a moeda americana caía 0,64%, a R$ 5,183, e o índice acionário subia 0,98%, a 185.633 pontos.

O índice PCE, que mede os preços dos gastos com consumo pessoal e é acompanhado pelo Fed para a meta de 2%, subiu 0,3% em agosto. O resultado ficou em linha com a previsão de economistas consultados pela Bloomberg.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a inflação medida pelo PCE avançou 3,4% nos 12 meses até agosto. A projeção dos analistas da Bloomberg era de alta de 3,7%.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, avaliou que a leitura foi positiva. “A inflação veio abaixo do esperado tanto no índice cheio quanto no núcleo, nas comparações mensal e anual”, afirmou. Para ele, o resultado ajuda a reduzir a pressão sobre os rendimentos dos Treasuries e sobre as expectativas de uma sequência mais intensa de altas de juros nos Estados Unidos.

Também foi divulgado o ADP, indicador de criação de empregos no setor privado. Foram abertas 90 mil vagas, acima das 73 mil esperadas pelo mercado. O dado reforça a avaliação de que o mercado de trabalho americano continua equilibrado e criando empregos em ritmo superior ao previsto.

Petróleo e eleições

Os preços do petróleo avançavam no exterior em meio à incerteza no Oriente Médio. Na semana passada, o Irã apresentou à ONU um plano para encerrar as hostilidades e reabrir o estreito de Hormuz, rota usada no transporte de combustíveis dos países do Golfo.

Hormuz está praticamente bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro. A situação também envolve o bloqueio do estreito de Bab el-Mandeb pelos houthis pró-Irã do Iêmen, impedindo o trânsito de petróleo da Arábia Saudita.

Donald Trump rejeitou a proposta iraniana. Na terça-feira, o norte-americano afirmou não saber se o Irã vai “ceder já”, mas disse que o país está se saindo “muito mal” no conflito. Com a alta da commodity, as ações de petrolíferas brasileiras subiam durante o pregão.

No Brasil, os investidores também monitoravam as eleições. Na véspera (29), pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Flávio Bolsonaro com 47,7% das intenções de voto no segundo turno para a Presidência, contra 47,6% de Luiz Inácio Lula da Silva.

Na segunda-feira (28), a pesquisa Quaest apontou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 34% de Flávio Bolsonaro. No levantamento anterior, divulgado no dia 21, os percentuais eram de 37% e 33%, respectivamente. No segundo turno, os dois apareciam com 42%.

O pregão também foi marcado pela formação da Ptax de fim de mês. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a taxa é referência para a liquidação de contratos futuros. A disputa em torno de sua definição costuma aumentar a volatilidade, especialmente nas janelas de coleta do BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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