São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Dólar recua 0,88% com petróleo e inflação dos EUA no foco

Moeda americana era negociada a R$ 5,171, enquanto investidores acompanhavam o PCE, o petróleo e o cenário eleitoral brasileiro.

Dólar recua 0,88% com petróleo e inflação dos EUA no foco
Foto: Sam Mircovich/Reuters

O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (30), em um pregão influenciado pelo cenário externo e pelas expectativas eleitorais no Brasil. Por volta das 9h35, a moeda americana recuava 0,88%, a R$ 5,171. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de seis moedas importantes, caía 0,17%.

A sessão também é marcada pela formação da Ptax, taxa de referência usada em contratos futuros da moeda americana. A definição do indicador costuma elevar a volatilidade do câmbio ao longo do dia.

No exterior, os investidores aguardam a divulgação do PCE, índice de preços dos gastos com consumo pessoal acompanhado pelo Federal Reserve para sua meta de inflação de 2%. O indicador pode influenciar as projeções para os juros da economia americana. A mediana das estimativas de analistas é de alta de 3,7% em 12 meses.

O petróleo também permanece no radar. O barril do Brent avançava para US$ 102,97 por volta das 9h30, em meio às incertezas relacionadas à guerra no Oriente Médio.

Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,17%, a R$ 5,216. O movimento ocorreu no mesmo dia em que foram divulgados dados positivos do mercado de trabalho brasileiro e uma nova pesquisa eleitoral para o primeiro turno, marcado para o próximo domingo (4).

O IBGE informou que a taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre móvel até agosto, ante 5,6% nos três meses encerrados em maio. O resultado foi o menor para o período até agosto desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Também foram divulgados dados do Caged. O Brasil abriu 165.827 vagas formais em agosto, o melhor resultado em cinco meses, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o saldo positivo nos cinco grandes grupamentos de atividade indica que a criação de vagas foi disseminada pela economia. Ele afirmou que os dados reforçam um mercado de trabalho aquecido, inclusive no emprego formal.

"Isso importa para os juros porque a inflação alta hoje tem duas origens", disse Kayo. Segundo o economista, uma delas é o choque de oferta ligado ao petróleo, enquanto a outra está relacionada à demanda e aparece principalmente na inflação de serviços, influenciada pelo emprego e pela renda.

No mercado acionário, o Ibovespa fechou a véspera em alta de 0,45%, aos 183.827 pontos. A CSN recuou 9,84%, a R$ 5,40, após a CSN Mineração reduzir suas projeções para o ano. A Vale caiu 2,71%, a R$ 69,61. Entre as maiores altas, Azzas avançou 10,5%, Fleury subiu 2,75% e Banco do Brasil teve alta de 2,55%.

Em Wall Street, o Dow Jones caiu 0,26%, o S&P 500 recuou 0,17% e o Nasdaq perdeu 0,09%. O índice DXY encerrou o dia em alta de 0,23%.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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