São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Economia

Dólar sobe com petróleo em alta e mercado atento à inflação e eleições

Moeda americana avançava 0,15% por volta das 9h20, cotada a R$ 5,192, enquanto investidores acompanhavam o cenário externo e doméstico.

Dólar sobe com petróleo em alta e mercado atento à inflação e eleições
Foto: Folhapress

O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (28), em um ambiente externo mais cauteloso. Por volta das 9h20, a moeda americana subia 0,15%, a R$ 5,192. No mesmo horário, o índice DXY avançava 0,14%. O indicador mede o desempenho do dólar ante seis divisas fortes.

A alta ocorria enquanto os preços do petróleo voltavam a subir no exterior, movimento associado à maior procura por ativos de segurança. Os investidores também aguardavam a divulgação de uma nova pesquisa presidencial Quaest, que deve mostrar a repercussão entre os eleitores da proibição das bets.

Fechamento anterior e petróleo

Na sexta-feira (25), o dólar fechou em queda de 0,17%, cotado a R$ 5,184. O Ibovespa recuou 0,26%, aos 183.476 pontos. Naquele pregão, o petróleo registrava queda de 1,90% às 17h17, depois de acumular altas nos pregões anteriores, e era negociado a US$ 104.

A oscilação da commodity ocorreu em meio às incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Na quinta-feira (24), o presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse, em entrevista à Fox News, que cabe aos Estados Unidos decidir se querem encerrar a guerra no Irã. Ele também afirmou que Teerã não deseja continuar lutando.

Na mesma quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que Teerã havia proposto a Washington um plano de sete dias para cessar as hostilidades, reabrir o estreito de Hormuz e depois iniciar negociações abrangentes sobre o programa nuclear do país.

Bolsa, inflação e juros

A queda do Ibovespa na sexta-feira foi pressionada principalmente pela Petrobras, cujas ações recuaram 2,57%, para R$ 47,99. A empresa tem peso relevante no índice e acompanha a movimentação dos preços do petróleo. Entre as altas, a Azzas avançou 12,96%.

A companhia anunciou no início de setembro uma reorganização societária com a separação da Arezzo&Co e da Soma em duas empresas independentes, além de uma estrutura própria para a Farm Rio. A mudança ocorreu após disputas entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy.

O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, depois de cair 0,40% em agosto, conforme dados do IBGE. Foi a maior alta para setembro desde 2021, quando o índice avançou 1,14%. O resultado superou a mediana das projeções coletadas pela Bloomberg, de 0,55%, e também o teto das estimativas, de 0,66%.

A alimentação voltou a pressionar o índice, após registrar deflação nos meses anteriores. Christian Meduna, economista do banco BV, citou a oscilação de produtos in natura e das passagens aéreas, que haviam recuado 13% em agosto e subiram quase 10% em setembro. “Batata e tomate, por exemplo, nas últimas leituras vêm caindo e subindo muito forte”, afirmou.

Júlio Barros, economista do Daycoval, disse que o resultado representa um desafio para o Banco Central. Segundo ele, os núcleos de inflação permanecem elevados, embora tenham vindo em linha com a expectativa. A previsão é de manutenção da Selic na reunião do Copom dos dias 3 e 4 de novembro.

Eleições e mercados internacionais

A última pesquisa Datafolha citada no cenário eleitoral mostrou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, os dois tinham 47% e 45%, respectivamente. A margem de erro era de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em Wall Street, as Bolsas fecharam em alta, com avanço de ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial. O S&P 500 subiu 0,51%, o Dow Jones avançou 0,93% e o Nasdaq ganhou 0,48%.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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