São Paulo, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Economia

Dólar sobe 0,78% com cautela sobre Irã, eleições e petróleo

Moeda americana avançava a R$ 5,142, enquanto o Brent retomava o patamar de US$ 100 e o mercado monitorava pesquisas eleitorais.

Dólar sobe 0,78% com cautela sobre Irã, eleições e petróleo

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (23), em um ambiente de maior cautela com a falta de avanços e de acordos envolvendo a guerra no Irã. Por volta das 9h40, a moeda americana subia 0,78%, a R$ 5,142. No exterior, o índice DXY avançava 0,36%.

O cenário eleitoral também estava no radar. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira mostrou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, com vantagem numérica para Lula. O petista tinha 47,7% das intenções de voto, contra 47,4% de Flávio. No levantamento anterior, divulgado em 17 de setembro, os percentuais eram de 46,8% e 47,2%, respectivamente.

A avaliação de analistas do mercado financeiro é que Flávio Bolsonaro tem perfil mais alinhado à disciplina das contas públicas, o que é considerado positivo para os ativos domésticos. Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos, afirmou que a disputa apertada alimenta o chamado trade eleitoral e a expectativa de maior previsibilidade fiscal, independentemente do vencedor. Ele também citou o desempenho dos grandes bancos, que têm peso relevante no Ibovespa.

Petróleo e juros

No exterior, o petróleo Brent subia mais de 1% e retomava o patamar de US$ 100. A valorização amplia as perspectivas para a inflação e reforça a cautela sobre a possibilidade de os juros permanecerem elevados por mais tempo, pressionando ativos de risco.

A cotação da commodity também era acompanhada por causa das incertezas sobre o conflito no Irã. Donald Trump afirmou estar aberto a um encontro com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mas a expectativa de negociação convive com sinais de escalada. No sábado (19), os arredores do principal aeroporto de Riad, capital da Arábia Saudita, foram atacados. Os houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, reivindicaram a ofensiva.

Na última segunda-feira (21), os Estados Unidos anunciaram que todas as companhias aéreas iranianas terão suas operações interrompidas a partir desta quarta.

Na véspera (22), o dólar fechou em queda de 0,08%, a R$5,102. O Ibovespa avançou 0,44%, aos 187.422 pontos. O resultado ocorreu após a divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que apontou perda de força da atividade econômica com os juros altos e a queda da inflação.

Na última quarta-feira (16), o colegiado reduziu pela quinta vez seguida a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. Yihao Lin, economista da Genial Investimentos, disse que a ata indicou confiança no processo de desinflação, mas afirmou que a continuidade dos cortes dependerá do resultado das eleições e do impacto sobre o câmbio.

Caio Megale, economista-chefe da XP, afirmou que a atividade ainda parte de um patamar forte e que a inflação permanece acima da meta. Para ele, a continuidade dos ajustes na taxa de juros continua sendo o cenário-base, embora o ambiente externo represente um risco.

Os juros futuros fecharam em queda. Às 17h20, o DI para janeiro de 2028 estava em 13,495%, com recuo de 0,03 ponto percentual. O contrato para janeiro de 2035 caiu 0,07 ponto percentual, a 13,955%.

A pesquisa Quaest também mostrou vantagem de Lula no primeiro turno, com 37% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Na semana anterior, os percentuais eram de 36% e 31%. Em um eventual segundo turno, Flávio tinha 42% e Lula, 41%, configurando empate técnico.

Em Wall Street, o Dow Jones caiu 0,36% na véspera, o S&P 500 ficou estável e o Nasdaq subiu 0,45%.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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