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Eneva assina acordo com Halliburton e mira oportunidades no petróleo venezuelano

Empresa brasileira formalizou conversas com a americana Halliburton para identificar áreas de desenvolvimento na Venezuela.

Eneva assina acordo com Halliburton e mira oportunidades no petróleo venezuelano
Foto: Reuters

A Eneva, maior operadora privada de gás natural do Brasil, assinou um memorando de entendimento com a americana Halliburton para identificar áreas de desenvolvimento no setor petrolífero da Venezuela. O acordo foi formalizado nesta semana e anunciado por Caracas.

Os detalhes da negociação não foram divulgados. Pessoas familiarizadas com o assunto afirmam que a Eneva começa oficialmente a prospectar oportunidades no país. Executivos da empresa têm viajado com frequência a Caracas, conforme diplomatas com conhecimento do tema.

A Eneva tem o BTG Pactual como acionista individual majoritário. A entrada da empresa ocorre durante uma reabertura do setor de petróleo venezuelano, que conta com apoio dos Estados Unidos. Executivos da estatal PDVSA participaram neste mês de uma reunião de energia do G20 no Texas, a convite do governo Trump.

Empresas brasileiras ampliam presença

A companhia se tornou a segunda grande empresa brasileira a aproveitar a reabertura da economia venezuelana, depois da JBS. A empresa dos irmãos Batista comprou uma fatia de quase 50% da Petrororaima, que atua na região do Orinoco.

A Alvorada Heavy Industries Ltda, apoiada pela Galapagos Capital, também ampliou a produção em três blocos no Orinoco e negocia a compra de áreas adicionais. A Galapagos foi fundada por um ex-sócio do BTG.

O movimento ocorre após um acordo firmado entre Caracas e Washington no final de agosto. Por meio dele, os Estados Unidos adquiriram o controle majoritário de mais de 21% das reservas venezuelanas. Ao anunciar o acordo, Donald Trump afirmou que ele levaria investimentos de mais de US$ 100 bilhões, cerca de R$ 500 bilhões, para o país.

Dados da Opep mostram que a Venezuela produziu 1,2 bilhão de barris por dia em agosto passado, ante uma média de 1,08 bilhão de barris por dia no ano passado.

A Venezuela também prepara a chamada Semana da Energia, em fevereiro do ano que vem, com apoio de empresas como a Eneva. O evento pretende reunir governos, executivos de petroleiras e especialistas para apresentar o país como um parceiro energético global aberto.

Investidores e consultores de risco ainda demonstram dúvidas sobre a segurança jurídica dos acordos. A tutela americana reduz parte das preocupações, mas não as elimina. Delcy Rodríguez, que participou da Assembleia-Geral da ONU em Nova York, afirmou após encontro com Trump que a cooperação em energia e mineração esteve entre as prioridades da conversa.

Uma missão de observadores independentes da ONU relatou que o aparato repressivo venezuelano segue intacto. A líder opositora María Corina Machado, que está no exterior, tem sido impedida de retornar ao país.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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