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Fiscalizações identificam 479 trabalhadores em situação análoga à escravidão

Ações realizadas em agosto alcançaram todas as regiões do país e podem resultar no pagamento de R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias.

Fiscalizações identificam 479 trabalhadores em situação análoga à escravidão
Foto: Divulgação/Operação Resgate VI

Fiscalizações realizadas em agosto encontraram 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão em todas as regiões do país. A estimativa dos órgãos envolvidos é que os empregadores paguem R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias às vítimas.

A Operação Resgate, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, realizou 231 ações fiscais. Do total de trabalhadores resgatados, 13 eram crianças e adolescentes e 66 eram migrantes da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.

Minas Gerais concentrou o maior número de casos, com 208 pessoas encontradas nessa situação. Em uma fazenda na zona rural de Estrela do Sul, no Triângulo Mineiro, trabalhadores, em sua maioria senegaleses e migrantes de Burkina Faso, colhiam batatas sem registro em carteira, instalações sanitárias e água potável.

Irregularidades encontradas

A operação identificou problemas trabalhistas e de segurança, como contratos irregulares, alojamentos precários, condições inadequadas de higiene e falta de equipamentos de proteção. O trabalho análogo à escravidão inclui atividades realizadas em condições degradantes ou com jornada excessiva.

O governo vai emitir 1.836 autos de infração, incluindo registros relacionados a trabalho infantil, informalidade e descumprimento de normas de saúde e segurança. As ações também encontraram 1.192 trabalhadores sem registro do contrato de trabalho.

O Ministério Público do Trabalho firmou três termos de ajuste de conduta e ajuizou quatro ações civis públicas contra empregadores. Até agora, os valores definidos por dano moral coletivo somaram R$ 455,5 mil, enquanto o dano moral individual chegou a R$ 675,5 mil.

A força-tarefa reuniu o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública da União e a Polícia Federal. No meio rural, que representou 57,5% das fiscalizações, foram resgatadas 292 vítimas em cultivos de café, cebola e batata-inglesa. No meio urbano, a construção civil concentrou a maioria dos casos, com 85 resgatados.

Em São Paulo, uma trabalhadora doméstica de 51 anos foi resgatada na Zona Leste. Ela trabalhava para a mesma família desde os 11 anos e, durante 40 anos, não teve registro formal nem recebeu salário de maneira regular.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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