São Paulo, Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,10 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 185.282 -1,11%
A economia explicada todos os dias
Política

Cury propõe escolha do chefe da PF a partir de nomes indicados pela carreira

Candidato do Avante afirma que uma lista tríplice poderia reduzir a influência do governo sobre a Polícia Federal.

Cury propõe escolha do chefe da PF a partir de nomes indicados pela carreira
Foto: Reprodução/TV Globo

O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, defendeu nesta quarta-feira (9) que o diretor-geral da Polícia Federal seja escolhido pelo presidente a partir de uma lista tríplice formada por delegados federais. A proposta foi apresentada durante uma entrevista coletiva, em meio à crise sobre o comando da corporação.

Pelo modelo sugerido, os próprios delegados escolheriam os nomes que integrariam a lista. O presidente da República continuaria responsável pela nomeação, mas teria de selecionar um dos indicados pela carreira. Para Cury, a mudança aumentaria a autonomia da PF em relação ao governo em exercício.

"A Polícia Federal é uma polícia de Estado, não é política de governo, não é política de partido", afirmou o candidato.

Atualmente, o presidente escolhe diretamente o diretor-geral da Polícia Federal. A indicação não depende de lista tríplice nem de aprovação pelo Congresso. O nomeado precisa ser delegado de classe especial, último nível da carreira, e a nomeação é oficializada por decreto presidencial.

Andrei Rodrigues foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato e assumiu o posto em janeiro de 2023. Ele havia sido responsável pela segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e já ocupava funções de direção na Polícia Federal.

A declaração de Cury ocorreu durante o agravamento de uma crise institucional no STF, após a divulgação de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O ministro André Mendonça havia afastado o diretor-geral da PF por suspeitas de irregularidades na elaboração de um relatório de inteligência usado por Moraes para solicitar uma investigação contra Mendonça.

A decisão foi revertida nesta quarta-feira pelo ministro Flávio Dino. Segundo Dino, uma mudança imediata no comando da PF, incluindo a substituição de Leandro Almada na diretoria de inteligência, poderia prejudicar investigações sensíveis e provocar instabilidade administrativa.

Cury não comentou diretamente a decisão, mas disse estar "muito triste" com os episódios envolvendo o STF. O candidato também defendeu que autoridades públicas prestem mais contas à sociedade e afirmou que a crise tem reduzido a percepção positiva sobre a Corte entre os brasileiros.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.