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Governo descarta devolver outorgas pagas por casas de apostas

Dario Durigan afirma que empresas pagaram R$ 30 milhões cada e poderão recorrer à Justiça contra a medida provisória.

Governo descarta devolver outorgas pagas por casas de apostas
Foto: Reuters

O governo não devolverá as outorgas pagas pelas casas de apostas online, afirmou nesta sexta-feira (25) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A declaração ocorreu após uma cerimônia de detalhamento da medida provisória que proíbe as bets no país.

Cada plataforma pagou R$ 30 milhões pela autorização para operar regularmente no país em 2024. Segundo Durigan, essa cobrança estabeleceu uma relação válida apenas para aquele momento. A permissão, inicialmente, teria duração até o fim de 2029.

O ministro também disse que não será necessário compensar os valores arrecadados com as bets. Na avaliação apresentada por ele, o consumo das famílias será direcionado a outros setores da economia. “A arrecadação nunca foi um tema central”, afirmou Durigan, ao mencionar uma declaração do presidente Lula.

Resgate dos depósitos

Com a publicação da medida provisória, ficará proibido fazer novos depósitos nas bets. Os sites continuarão disponíveis até as 23h59 do dia 5 de outubro, para que os apostadores possam retirar os valores depositados.

No dia seguinte, o governo começará uma força-tarefa com a Anatel e o CGI (Comitê Gestor da Internet) para remover todas as plataformas do ar.

A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) informou que está tomando medidas para tentar reverter a medida e levará o caso à Justiça. Plínio Lemos Jorge, presidente da entidade, afirmou que a outorga é uma contrapartida paga pelas empresas pela exploração da atividade.

De acordo com ele, um eventual pedido judicial de ressarcimento poderá incluir os R$ 30 milhões pagos por cada empresa, além de indenizações por danos materiais relacionados aos investimentos feitos pelo setor no país e por danos morais.

Entre os dias 6 e 14 de outubro, instituições financeiras, por determinação do Banco Central, começarão a individualizar os saldos das contas-bolsão das bets. O objetivo é identificar os valores de cada cliente. As informações serão enviadas à Caixa, responsável por intermediar a devolução dos saldos remanescentes.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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