O trabalho em casa alcançou 7,9% da população ocupada no Brasil em 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual corresponde a 6,6 milhões de pessoas com 14 anos ou mais e ficou estável em relação a 2024.
A proporção permaneceu acima da registrada em 2019, quando era de 5,8%. Na série da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012, o indicador partiu de 3,6%. A maior participação foi observada em 2022, com 8,4%.
Não houve coleta de informações em 2020 e 2021, durante as restrições da pandemia de coronavírus. A pesquisa considera o principal local de trabalho. Assim, profissionais em regime híbrido são classificados conforme o lugar em que passam a maior parte da semana: quem trabalha três dias em casa e dois na empresa entra no grupo do home office.
Em 2025, Ceará, Distrito Federal e Rio de Janeiro tiveram percentuais superiores a 10%, com 10,7%, 10,6% e 10,1%, respectivamente. Acre registrou 3,6%, Rondônia, 4,1%, e Mato Grosso, 4,5%. Em São Paulo, a taxa foi de 8,1%.
Entre as capitais, Porto Alegre apresentou o maior percentual, de 18,7%, e Porto Velho, o menor, de 4,2%. Na capital paulista, o índice ficou em 9,3%.
Trabalho nas empresas
O principal local de trabalho identificado pela Pnad foi o estabelecimento do próprio empreendimento, categoria que reunia 60,2% da população ocupada em 2025. O índice subiu ante os 59,4% de 2024, mas continuou abaixo do recorde da série, registrado em 2014, de 64,6%.
Santa Catarina, com 73,1%, e São Paulo, com 69,9%, tiveram as maiores proporções entre as unidades da Federação. O Piauí ficou na outra ponta, com 44,7%. Entre as capitais, Florianópolis e São Paulo lideraram, com 71,7%, enquanto Boa Vista registrou 53,1%.
As estatísticas não incluem empregados do setor público nem trabalhadores domésticos. Por isso, a população ocupada considerada pela pesquisa foi estimada em 84,6 milhões em 2025.
As demais categorias de local de trabalho foram: fazendas, sítios, granjas e chácaras, com 8,4%; locais indicados pelo empregador, patrão ou freguês, com 13,8%; veículos automotores, com 5%; vias ou áreas públicas, com 2,1%; estabelecimentos de outros empreendimentos, com 1,6%; domicílios de empregadores, patrões, sócios ou fregueses, com 0,7%; e outros locais, com 0,3%.



