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Economia

Sindicalização recua para 8,8% em 2025 e adesão é menor entre jovens

Dados do IBGE mostram queda no número de trabalhadores associados a sindicatos e distância em relação aos níveis anteriores à reforma de 2017.

Sindicalização recua para 8,8% em 2025 e adesão é menor entre jovens
Foto: 1º.mai.25/Folhapress

A proporção de trabalhadores sindicalizados no Brasil recuou de 8,9% em 2024 para 8,8% em 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é a segunda menor da série histórica e permanece abaixo dos níveis anteriores à reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017.

Em 2025, 9,1 milhões de trabalhadores estavam associados a entidades sindicais. O grupo correspondia a 8,8% das quase 103 milhões de pessoas com 14 anos ou mais ocupadas em atividades formais ou informais.

Na comparação com 2012, início da série histórica, o número de sindicalizados caiu 36,7%, de 14,4 milhões para 9,1 milhões. A redução foi de 5,3 milhões de pessoas em 13 anos. A maior taxa da série havia sido registrada em 2012, com 16,1%. Em 2016, às vésperas da reforma, o indicador estava em 14,8%.

A queda se intensificou depois de 2017. O menor percentual foi registrado em 2023, com 8,4%. Em 2024, houve uma recuperação para 8,9%, que não se repetiu no ano seguinte.

O analista do IBGE William Kratochwill afirmou que a reforma trabalhista encerrou a contribuição obrigatória às entidades, conhecida como imposto sindical. Desde então, o desconto depende da autorização dos profissionais. A legislação também permitiu a negociação individual de itens como banco de horas e jornada.

Para Kratochwill, os dados podem indicar que os sindicatos não estejam atendendo às expectativas dos trabalhadores. “É uma explicação para isso, das várias possíveis”, disse.

Adesão é menor entre trabalhadores jovens

A taxa de sindicalização está abaixo de 10% desde 2022, segundo a Pnad Contínua. Não houve coleta em 2020 e 2021 por causa das restrições impostas pela Covid-19.

Em 2025, o indicador ficou abaixo da média geral entre os três grupos mais jovens analisados: 1% entre trabalhadores de 14 a 17 anos, 3,7% na faixa de 18 a 24 anos e 7,9% entre 25 e 39 anos.

Nas faixas mais velhas, a proporção foi superior à média: 11,1% entre pessoas de 40 a 59 anos e 10,8% entre aquelas com 60 anos ou mais. O indicador caiu em todos os cinco grupos na comparação com 2012.

Entre os trabalhadores de 25 a 39 anos, a queda foi de quase 3 milhões de sindicalizados. O contingente caiu de 6 milhões em 2012 para 3 milhões em 2025.

A maior taxa por escolaridade foi registrada entre ocupados com ensino superior completo, com 13,5% em 2025. O percentual, porém, ficou abaixo da metade do registrado por esse grupo no início da série, de 28,3%.

Entre as grandes regiões, o Sul teve a maior proporção, de 9,7%, enquanto o Norte registrou a menor, de 7%. Por atividade econômica, os maiores percentuais foram observados na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%, e no grupo que inclui a administração pública, com 14,6%. Os serviços domésticos tiveram a menor taxa, de 2,5%.

A Pnad também apontou que 4,7% dos 30,6 milhões de trabalhadores por conta própria ou empregadores estavam associados a cooperativas em 2025, o equivalente a 1,4 milhão de pessoas. O índice subiu ante 2024, quando era de 4,3%, mas permaneceu abaixo dos 6,3% registrados em 2012.

Pesquisadores Fernando de Holanda Barbosa Filho e Paulo Peruchetti, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), citaram, além da reforma trabalhista, hipóteses como desmobilização da mão de obra, problemas de representatividade e flexibilização do mercado.

A reforma também é alvo de divergências. O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, criticou neste mês a forma como a aprovação ocorreu e disse que houve falta de diálogo com os trabalhadores.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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