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Iates maiores e modelos adaptados ganham espaço no mercado náutico brasileiro

Fabricantes apostam em embarcações de alto valor e adaptações regionais enquanto juros reduzem a demanda por barcos menores financiados.

Iates maiores e modelos adaptados ganham espaço no mercado náutico brasileiro
Foto: Divulgação Azimut-Benetti

Fabricantes de embarcações de luxo estão ampliando a oferta de iates maiores e adaptando modelos ao uso brasileiro e às condições de diferentes regiões do país. A estratégia ocorre em um mercado que cresceu durante a pandemia, mas enfrenta juros elevados e uma previsão de retração para 2026.

A Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar) informa que o setor produziu e vendeu 5.400 barcos no Brasil em 2025, alta de 17,4% sobre o ano anterior. Para 2026, a entidade prevê queda de 5% nesse indicador. Para Eduardo Colunna, presidente da associação, o recuo representa um reequilíbrio após anos de crescimento e não é motivo de preocupação.

Segundo Colunna, as vendas de embarcações médias e grandes estão mais aquecidas do que as de barcos menores. Ele afirma que o movimento também ocorreu nos Estados Unidos, onde o mercado anual é de 160 mil barcos, contra cerca de 5.000 no Brasil.

Fernando Assinato, CEO do Grupo Armatti & Fishing, atribui parte da perda de força entre os compradores de barcos menores ao custo do financiamento. No segmento de grandes iates, o efeito teria sido limitado pelo maior poder de compra dos clientes, que conseguem pagar à vista. “Ano passado eu não vendi nenhum barco com financiamento”, afirmou.

A empresa estima movimentar aproximadamente R$ 60 milhões no segundo semestre deste ano. No primeiro semestre de 2026, o faturamento foi de R$ 20 milhões. A projeção está ligada à linha Assinnatta, voltada a embarcações maiores e de alto valor agregado.

O Assinnatta 440, um dos lançamentos, tem 44 pés e preço inicial de R$ 4 milhões. O modelo supera 80 km/h e conta com plataformas hidráulicas na popa que ampliam em até 30% a área de convivência quando abertas. A linha inclui ainda o Assinnatta 380, de R$ 2 milhões, e o Assinnatta 510, avaliado em aproximadamente R$ 7,5 milhões.

Produção nacional e adaptações

A italiana Azimut escolheu o Brasil para produzir exclusivamente o Fly 65, iate de 65 pés, ou cerca de 19 metros. O anúncio foi feito durante o São Paulo Boat Show, em setembro, e a fabricação começou no estaleiro da companhia em Itajaí (SC), sua única unidade fora da Itália.

O barco tem 106 metros quadrados de áreas sociais e de convivência, além de um flybridge de 27 metros quadrados. A praça de popa pode aumentar 20% com a abertura de plataformas laterais.

A Azimut também modificou a configuração do 30 Metri, lançado na Itália e produzido no Brasil. A versão nacional recebeu aumento de 25% no flybridge e um banheiro adicional. O iate tem três cabines, duas delas suítes, e três banheiros.

Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts Brasil, disse que as mudanças consideram o uso dos barcos por famílias e grupos de amigos no país. A companhia anunciou investimentos de R$ 120 milhões no Brasil até 2028, destinados à ampliação do parque fabril de Itajaí e ao aumento da capacidade industrial e do quadro de funcionários.

Sisto afirma que a empresa recebe encomendas de barcos grandes, de 62 e 74 pés, inclusive de estados amazônicos. Para essas regiões, a Azimut reforça o sistema de ar-condicionado e adapta o material da parte submersa do iate. “A água doce não é aquela que você bebe, é uma água bastante ácida”, disse o executivo.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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