QUANTICO — Elon Musk voltará a assessorar oficialmente o governo de Donald Trump como um dos responsáveis pelo Projeto Meridian, estudo do Pentágono sobre o futuro da guerra. O empresário copresidirá a iniciativa ao lado de Palmer Luckey, cofundador da Anduril Industries, e de Newt Gingrich, ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes, de 83 anos.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, anunciou o projeto em discurso na quarta-feira (30), na base militar de Quantico. Ele disse que a iniciativa reunirá líderes do setor privado escolhidos pessoalmente e especialistas em inovação, meio acadêmico e políticas públicas.
“Estamos aproveitando uma fonte única de vantagem americana, uma que nossos adversários não têm: nossos inovadores, nossas grandes lideranças”, afirmou Hegseth.
O secretário determinou que as conclusões sejam finalizadas e apresentadas em 120 dias. Segundo ele, o objetivo é “examinar criativamente o futuro e identificar os campos que devemos dominar e as capacidades que devemos aperfeiçoar”.
Musk comandou brevemente o Doge, o Departamento de Eficiência Governamental, até deixar o cargo em maio de 2025, depois de um afastamento público de Trump. O empresário apoiou o presidente e contribuiu para seu retorno à Casa Branca no início de 2025, mas os dois romperam publicamente em meio a divergências sobre a política de gastos do governo.
Mais tarde, Musk retomou contribuições a causas republicanas, incluindo doações a candidatos e grupos políticos conservadores.
Inteligência artificial
Na terça-feira (29), Musk e outros líderes do setor tecnológico se reuniram com Trump na Casa Branca. Após o encontro, concordaram em se autorregular no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.
Trump é contrário a regras que restrinjam o desenvolvimento da tecnologia e propôs a criação de um comitê para monitorar um acordo sem imposições legais, mas que seria “moralmente vinculante”. Musk afirmou que o resultado mais provável da inteligência artificial seria uma era de abundância.



