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Economia

Petróleo Brent recua 2,89% e volta a operar abaixo de US$ 100

Possível reabertura do estreito de Hormuz e do oleoduto saudita Leste-Oeste pressionou as cotações nesta terça-feira (22).

Petróleo Brent recua 2,89% e volta a operar abaixo de US$ 100
Foto: 2026 Planet Labs PBC/Reuters

O petróleo Brent recuou 2,89% nesta terça-feira (22), para US$ 97,44 (R$ 500,19), por volta das 7h30 (horário de Brasília). A cotação voltou a ficar abaixo de US$ 100 e atingiu o menor nível desde 8 de setembro, quando o barril foi negociado a US$ 96,78.

A queda ocorreu após a Arábia Saudita indicar que pode reabrir o oleoduto Leste-Oeste e uma autoridade do governo do Irã afirmar que o estreito de Hormuz poderá ter a navegação liberada em até sete dias. O Irã teria condicionado a medida à adoção, pelos Estados Unidos, de ações iniciais para reduzir a pressão militar.

Na segunda-feira (21), o petróleo chegou a US$ 98,98, mas encerrou o pregão acima de US$ 100. Nesta terça, o Brent alcançou US$ 102,29 nas primeiras horas e começou a cair a partir das 6h, após a divulgação da entrevista com a autoridade iraniana.

Por volta das 10h45, o Brent era negociado a US$ 98,75 (R$ 506,91), queda de 1,58%. O WTI, referência usada nos Estados Unidos, estava em US$ 90,42 (R$ 464,15), recuo de 2,11%.

Oleoduto saudita

O estreito de Hormuz está fechado para o tráfego marítimo desde 28 de fevereiro. A interrupção afeta o escoamento de 20% da produção mundial de petróleo e gás. O bloqueio foi feito pelo Irã em retaliação a ataques dos Estados Unidos e de Israel.

O oleoduto Leste-Oeste é uma alternativa a Hormuz e utiliza o Mar Vermelho para transportar petróleo aos compradores. Sua capacidade oficial é de cerca de 7 milhões de barris por dia, mas não estava definido quanto poderia ser escoado quando a operação fosse retomada.

June Goh, analista da Sparta Commodities, estimou que a restauração de um quarto do fluxo não acrescentaria petróleo às exportações, porque o volume seria destinado às refinarias sauditas na costa oeste. Com 40% da capacidade restabelecida, o mercado poderia receber 1 milhão de barris de petróleo bruto por dia.

A Kpler informou que a interrupção mudou a rota das exportações sauditas em duas semanas. Os embarques no porto de Juaymah, no Golfo, aumentaram cinco vezes em relação ao ritmo de agosto, e todos os berços estavam ocupados em 20 de setembro. A Saudi Aramco, petrolífera estatal, não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, acusaram o governo saudita de atacar instalações em Mocha. Os países do G7 pediram que o grupo interrompa os ataques contra a Arábia Saudita. Segundo a Organização Internacional para as Migrações, quase 130 mil pessoas foram deslocadas em sete províncias do Iêmen por causa da violência.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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