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Track&Field cresce com operação sem dívida, lojas renovadas e eventos esportivos

Rede de moda esportiva ampliou vendas no segundo trimestre de 2026 e aposta em reformas, cafés e corridas para fortalecer a marca.

Track&Field cresce com operação sem dívida, lojas renovadas e eventos esportivos
Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

A Track&Field registrou crescimento no segundo trimestre de 2026 mantendo uma operação sem dívida, sem aquisições e baseada na expansão orgânica. As vendas ao consumidor avançaram 20,7% ante o mesmo período de 2025, para R$ 493,4 milhões. A receita líquida consolidada subiu 15,5%, para R$ 279,7 milhões, enquanto o ebitda ajustado cresceu 15,9%.

A rede de moda esportiva também reformou lojas para ampliar a área de exposição e, em alguns casos, incluir cafés com produtos de suplementação alimentar e esportiva. As unidades reformadas tiveram aumento de vendas entre 36% e 38% no segundo trimestre de 2026, na comparação anual. O resultado ficou acima do crescimento médio das vendas em mesmas lojas da companhia.

Expansão sem aquisições

A Track&Field tem 457 lojas, das quais cerca de 10% são próprias, em todas as regiões do Brasil e em Portugal. A empresa comercializa quase exclusivamente produtos próprios, como camisetas, casacos e leggings feitos com materiais de secagem rápida, proteção solar e leveza.

O CEO Fernando Tracanella, 54, afirma que a companhia evita movimentos de fusões e aquisições por considerar que eles podem provocar perda de foco e choque de culturas. A estratégia, segundo ele, é sustentada pela disciplina financeira e pela manutenção da dívida zero.

A empresa foi fundada em 1988 por Fred Wagner, Ricardo Rosset e Beto Azevedo. O modelo de franquias foi adotado em 2011 e permitiu a expansão da marca. Em 2020, a companhia abriu capital na B3.

Em 2026, as ações acumulam desvalorização de cerca de 20%, apesar do desempenho operacional. Em fevereiro, o Banco Safra recomendou a compra dos papéis e estimou potencial de alta de 27% até o fim do ano.

Lojas e eventos

No primeiro semestre, a Track&Field realizou 2.373 eventos, em sua maioria corridas de rua. Um dos principais é o circuito Run Series, que existe há 22 anos. A empresa afirma que clientes que compram produtos e participam das atividades geram, ao longo do relacionamento com a marca, uma receita mais de 50% superior à dos consumidores tradicionais.

A TFSports, plataforma digital e de eventos da companhia, é comandada por Wagner, que também ocupa a vice-presidência de estratégia e novos negócios da Track&Field. Para ele, a participação em corridas, a compra de produtos e o consumo nos cafés aproximam o cliente da marca e ampliam a presença da empresa no guarda-roupa.

O segmento de moda, calçados e artigos esportivos cresceu 8,6% em 2025, acima da expansão de 6,4% do varejo restrito medida pelo IBGE, segundo o ranking Top 300 do Varejo Brasileiro, do IRTT. A Track&Field também vê espaço para o avanço do vestuário esportivo no cotidiano e no trabalho, movimento conhecido como athleisure.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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