O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) declarou nesta quinta-feira (8) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cury afirmou que o respaldo não inclui negociação de cargos, privilégios ou vantagens pessoais.
O anúncio ocorreu após uma conversa por videochamada entre Cury e Flávio. Segundo o ex-candidato, ele pediu ao senador um compromisso público com propostas apresentadas durante sua campanha. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, Cury disse que não participará de um eventual governo e manterá sua independência de pensamento.
“Não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, afirmou Cury.
O apoio, segundo o ex-candidato, estará condicionado ao cumprimento dos compromissos, à transparência, à responsabilidade fiscal, ao respeito às instituições democráticas e à prestação permanente de contas. Cury também afirmou que pretende cobrar, questionar e criticar eventuais divergências entre as declarações e as ações do candidato.
Os compromissos apresentados
A agenda associada ao apoio reúne oito pontos: o fim da reeleição presidencial; a ampliação da telemedicina e do acesso à medicina moderna; a proteção integral às mulheres e o enfrentamento da violência; e a valorização dos professores, com melhores salários.
Também fazem parte da lista o financiamento de até dez milhões de microempresas; o fortalecimento do cooperativismo, com apoio às cooperativas e à verticalização agroindustrial; a valorização da agricultura, com a meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos; e a pacificação nacional, com um governo para todos os brasileiros e combate à corrupção.
Flávio recebeu mais de 56 milhões de votos no primeiro turno e teve 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53,8 milhões de votos e alcançou 45,15%. Cury obteve 3.448.569 votos, ficou em terceiro lugar e registrou 2,89% dos votos válidos.
O senador agradeceu o apoio e afirmou que a conversa foi “uma surpresa muito agradável”. Flávio também declarou que o voto de confiança não representa uma carta em branco e associou o apoio à construção de novas páginas do Brasil.
Na quarta-feira (7), a ex-candidata à Presidência Clariana Barão, do Democracia Cristã, também havia declarado apoio a Flávio e afirmado compromisso irrestrito com sua candidatura. Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno em 25 de outubro.



