SÃO PAULO — O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) ampliaram a mobilização em São Paulo pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O PT, por outro lado, reorganizou sua estratégia após a derrota de Fernando Haddad (PT) para Tarcísio e voltou às ruas para reiniciar a campanha de Lula (PT) no estado.
No primeiro turno, Flávio recebeu 51,93% dos votos válidos em São Paulo, contra 38,20% de Lula. Na capital paulista, o petista teve 46,58%, enquanto o adversário alcançou 42,13%. Tarcísio foi reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos.
Apoios a Flávio
Tarcísio passou os primeiros dias da semana em Brasília, onde participou de reuniões com a campanha de Flávio e de eventos com aliados. Na segunda-feira (5), afirmou à CNN Brasil que ajudaria a organizar eventos e a preparar o estado para receber o candidato.
Na terça-feira (6), o governador acompanhou Flávio em Goiânia, onde Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio ao senador. No evento, Flávio disse que pretendia usar a maioria de direita no Congresso para mudar a Constituição e "redemocratizar o país".
No dia seguinte, Tarcísio participou da reunião que oficializou o apoio do Republicanos à candidatura do PL no segundo turno. Ele também tentou obter o apoio do MDB em conversa com Baleia Rossi, presidente da legenda. Nunes fez movimento semelhante.
Nesta quinta-feira (8), Tarcísio participou do anúncio de apoio do Podemos e de um ato com governadores que integram a coalizão de Flávio.
Nunes marcou para domingo (11) um almoço com Flávio e prefeitos da região metropolitana no Shopping Light, no centro da capital. A expectativa é reunir 37 dos 39 prefeitos. Depois, o prefeito deve se encontrar com vereadores de sua base.
Em mensagem, Nunes afirmou que a prioridade é mobilizar o eleitorado e destacar a importância de São Paulo. O prefeito também é apontado como articulador do apoio do Podemos a Flávio. Um auxiliar disse que ele conversou com Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do candidato.
Flávio deve voltar a São Paulo na terça-feira (13), para um evento da Associação Comercial de São Paulo no clube Monte Líbano, na zona sul. Tarcísio e Nunes também devem participar.
PT reorganiza campanha
O PT paulista iniciou as ações do segundo turno depois que a coordenação de Lula, em Brasília, decidiu reiniciar a campanha. Dirigentes se reuniram na capital para mapear votos, redistribuir funções e definir estratégias digitais. A militância foi orientada a fazer atividades de rua diariamente até o dia 25, data da votação.
Haddad foi à avenida Paulista nesta quinta-feira para panfletar. Ao público, afirmou: "Para cada 'Bolsonaro' que você vir na rua, vire três votos para o Lula e está liquidada a campanha". Ele estava acompanhado da vereadora Luna Zarattini, eleita deputada federal pelo PT.
Haddad também se reuniu em Brasília com Lula e integrantes da campanha. Ficou definido que ele coordenará as ações no estado. O marqueteiro Otávio Antunes, que trabalhou na campanha de Haddad, ajudará Lula em Brasília.
Outros aliados de Lula com base política em São Paulo devem concentrar atividades no estado. Guilherme Boulos (PSOL) marcou um ato na Praça Roosevelt, enquanto Geraldo Alckmin (PSB) participou de uma caminhada em Paraisópolis. A agenda do vice-presidente inclui atos religiosos no sábado (10), uma manifestação na Paulista no domingo (11) e uma missa no Santuário Nacional de Aparecida na segunda-feira (12).
A estratégia petista também prevê buscar votos em áreas com maior abstenção ou com diferença apertada. Em Sapopemba, na zona leste da capital, Flávio teve 1,8 mil votos a mais que Lula entre 180 mil eleitores. No ambiente digital, a atuação ficará concentrada em nomes como Luna Zarattini e Leonardo Grandini (PT), eleito deputado estadual.



