São Paulo, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,10 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 185.629 +0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Imagem de suposto relatório da PF sobre Nikolas e Vorcaro foi criada com IA

Documento que negaria indícios de crime em conversas entre o deputado e Daniel Vorcaro não foi produzido pela Polícia Federal.

Imagem de suposto relatório da PF sobre Nikolas e Vorcaro foi criada com IA

Publicações que circulam no Instagram e no X exibem um suposto relatório da Polícia Federal que negaria indícios de crime em mensagens trocadas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. O documento é falso e foi criado com inteligência artificial.

As postagens passaram de 1 milhão de visualizações a partir de 3 de setembro. Naquela data, foi divulgado que Nikolas havia enviado áudios a Vorcaro pedindo ajuda para Thiago Rodrigoes de Faria, ex-assessor do deputado, em um negócio de mineração. À GloboNews, o parlamentar afirmou que a negociação não avançou e que o projeto foi abandonado após a repercussão negativa do caso Master.

A imagem falsa apresenta um brasão da PF, uma suposta “data de extração” de 18/11/2026 e o período analisado de 01/01/2024 a 17/11/2025. O conteúdo afirma que a conversa entre Nikolas e Vorcaro teria ocorrido em 7 de janeiro de 2025 e diz que não haveria indícios suficientes para abrir um inquérito específico ou adotar medidas investigativas contra o deputado.

A assessoria de imprensa da Polícia Federal informou, por e-mail: “O documento citado não foi produzido pela PF”.

Inconsistências na imagem

A análise da imagem feita pela ferramenta Verify OpenAI apontou que o arquivo foi gerado com uma ferramenta da OpenAI e continha uma marca d’água SynthID. A tecnologia foi desenvolvida pelo Google para inserir marcas d’água imperceptíveis em conteúdos sintéticos.

Também há divergências nas datas. O relatório falso menciona 7 de janeiro de 2025, enquanto a conversa ocorreu em 30 de março de 2025.

O brasão exibido não corresponde ao símbolo oficial da PF. O nome da divisão também está incorreto: a estrutura real é a Dicor — Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção. A imagem usa apenas “Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado”.

Outra falha está na numeração dos tópicos. O documento passa do item 7 diretamente para o 7.3, sem apresentar os subitens 7.1 e 7.2.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.