O candidato ao Senado por Sergipe Iran Barbosa (PSOL) afirmou que a campanha da coligação PSOL/REDE continua, apesar do indeferimento das candidaturas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE). A coligação recorre da decisão, segundo ele. Barbosa participou de entrevista na FM Sergipe na noite desta terça-feira (8), em uma rodada definida por sorteio.
O candidato disse que o PSOL está regular e que a federação deveria estar habilitada para os registros. Ele também afirmou que há decisões favoráveis em processos semelhantes e que aguarda o resultado dos recursos.
Divergências com o PT
Barbosa afirmou que o PSOL busca se fortalecer e explicou sua saída do PT, partido em que permaneceu por décadas. Ele disse não ter problemas com uma aproximação entre as siglas e declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. A divergência, segundo ele, está no palanque do PT em Sergipe, que não representaria os interesses e as pautas defendidos pelo PSOL.
Na entrevista, o candidato também lembrou que votou contra a reforma da previdência de Sergipe e defendeu a revogação da reforma nacional. Para o Senado, propôs que o concurso público seja a porta de entrada para novos servidores e que a previdência fique sob controle dos contribuintes, com aplicação adequada dos recursos e maior capitalização.
Barbosa contestou a ideia de que o envelhecimento da população exige o reequilíbrio das contas previdenciárias. Ele citou uma CPI que analisou os dados do setor no Brasil e afirmou que a conclusão foi de superávit, não de déficit, atribuindo os problemas à utilização inadequada dos recursos.
Agricultura familiar e segurança
O candidato defendeu que a agricultura familiar receba oportunidades semelhantes às destinadas ao agronegócio de commodities. Entre as medidas citadas estão linhas de crédito facilitadas e recursos públicos. Para Barbosa, os pequenos agricultores têm papel relevante na movimentação da economia e no abastecimento de alimentos.
Na área de segurança pública, ele defendeu prioridade para prevenção e para o acesso a educação, saúde e assistência. Também afirmou que algumas categorias de crimes podem ter penas mais fortes, mas rejeitou castração e pena de morte. Para ele, o sistema prisional e o sistema judicial devem ter caráter educativo e de ressocialização.
Sobre o Supremo Tribunal Federal, Barbosa disse que a corte deve manter sua autonomia por ser guardiã do funcionamento constitucional das instituições democráticas. Antes disso, defendeu uma reforma política profunda e, depois, a reformulação do Judiciário com mais mecanismos de controle.
Nas considerações finais, afirmou ser professor, vereador por Aracaju no quarto mandato e ex-deputado federal e estadual. Disse que pretende representar Sergipe de acordo com os princípios que sempre defendeu.



