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Lula defende cooperação internacional contra facções em discurso na ONU

Presidente rejeitou transferir a outros países a proteção das fronteiras e propôs ações conjuntas contra armas, dinheiro e lavagem de recursos.

Lula defende cooperação internacional contra facções em discurso na ONU
Foto: Brendan McDermid/Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, que o Brasil vai combater o crime organizado sem transferir a outros países a responsabilidade pela proteção da população. O discurso ocorreu em Nova York, nesta terça-feira (22), na abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades”, disse Lula. Ele também defendeu maior cooperação internacional, com troca de informações, compartilhamento de inteligência e atuação conjunta das forças de segurança.

Divergência com os Estados Unidos

A fala ocorreu em meio à divergência entre os governos brasileiro e norte-americano sobre o combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Na última semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Brasil de não enfrentar adequadamente as facções.

Um documento citado no discurso afirma que outros governos do Hemisfério Ocidental adotam medidas para erradicar cartéis, enquanto o Brasil não estaria agindo contra o PCC e o CV. Lula rebateu a avaliação ao mencionar os efeitos da violência sobre a população, incluindo trabalhadores roubados, mães que perdem os filhos e policiais que não retornam para casa.

O presidente afirmou que o país não precisa de porta-aviões vigiando suas águas, mas de cooperação para interromper o fluxo de armas e dinheiro destinado ao crime. Ele também mencionou uma proposta entregue pessoalmente a Trump para combater a lavagem de dinheiro praticada por criminosos brasileiros no exterior.

Facções e segurança pública

Lula citou acordos firmados pelo Brasil com países vizinhos e a parceria com os Estados Unidos. A avaliação apresentada é que organizações criminosas que operam além das fronteiras exigem uma resposta coordenada entre diferentes países.

O governo brasileiro defende ações mais rigorosas contra as facções, retomada de comunidades sob domínio do crime, reforço da segurança e fiscalização nas fronteiras. Também sustenta que PCC e Comando Vermelho são organizações voltadas principalmente ao lucro com tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e controle de regiões, e não grupos terroristas segundo a legislação brasileira.

No Brasil, Lula defende a criação de um Ministério da Segurança Pública e a aprovação da PEC da Segurança. A proposta amplia a participação da União no combate ao crime, busca integrar estados e municípios e prevê mudanças nas atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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