NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que os brasileiros escolherão, no dia 4 de outubro, entre a democracia e o negacionismo. Ele também defendeu a soberania do país e disse que não haverá interferência externa na escolha do próximo governante.
Lula declarou que a votação definirá não apenas o presidente da República, mas também governadores estaduais e representantes do Poder Legislativo. Para o presidente, o resultado indicará se o Brasil seguirá em direção a um futuro com mais oportunidades ou retornará a um passado de exclusão.
Ao abordar o sistema eleitoral, Lula afirmou que o processo será transparente e competitivo. Ele também criticou o uso das redes de desinformação durante a campanha e disse que alguns candidatos abusam da liberdade de expressão ao se associar a interesses estrangeiros contrários ao país.
O presidente tem acusado integrantes da família Bolsonaro de conspirar contra o Brasil nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro, senador e candidato do PL à Presidência, foi citado nesse contexto. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, tem proximidade com autoridades norte-americanas.
“Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular”, disse Lula ao concluir o trecho sobre a eleição. Ele mencionou ainda a atuação de uma cidadania plural e de uma imprensa livre.
Críticas à ONU
Na parte do discurso dedicada à geopolítica, Lula afirmou que a ONU está falhando na missão de proteger a humanidade dos conflitos armados. Segundo ele, a credibilidade da organização nunca esteve tão baixa, enquanto sua capacidade de proteger pessoas vulneráveis também diminuiu.
O presidente criticou o Conselho de Segurança da ONU e disse que os países são chamados a escolher entre multilateralismo e unilateralismo, democracia e extremismo, além de soberania e subordinação. Para Lula, essas decisões exigem coragem, vontade política e clareza de objetivos.
Ao tratar do cenário internacional, afirmou que os países têm feito concessões à lei do mais forte. Lula encerrou o discurso dizendo que a guerra representa a falência total da política.


