O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou temas da política brasileira e mensagens dirigidas a Donald Trump e à comunidade internacional ao discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22). A fala durou cerca de 25 minutos e ocorreu antes do pronunciamento do presidente dos Estados Unidos.
Para o público brasileiro, Lula criticou as bets, afirmando que o setor transforma o vício em lucro e destrói lares. Também defendeu a aprovação da lei que encerra a escala 6x1, associando a medida à redução da sobrecarga doméstica que recai sobre as mulheres.
Ao tratar das eleições, disse que o Brasil precisa escolher entre avançar em direção a um futuro com mais oportunidades ou retornar a um passado de exclusão. Em outro trecho, afirmou que o país tem um sistema eleitoral moderno e robusto.
Mensagens aos Estados Unidos
Lula afirmou que o Brasil apresentou aos Estados Unidos uma proposta de combate conjunto ao crime organizado. Também disse que o país não cederá a pressões de multinacionais interessadas em privatizar o Pix.
Sobre soberania, declarou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”. Na defesa da democracia, afirmou: “A democracia brasileira pertence aos brasileiros”. Em seguida, disse que o país continuará soberano.
Crises e reforma da ONU
Na parte internacional do discurso, Lula defendeu que os integrantes da ONU escolham entre o multilateralismo e o unilateralismo, a democracia e o extremismo, além da soberania e da subordinação.
O presidente criticou o genocídio praticado pelo governo de Benjamin Netanyahu e mencionou as crises no Haiti, na Venezuela e na Nicarágua. Também declarou que o mundo está refém do imobilismo do Conselho de Segurança da ONU e defendeu a reforma do órgão.
Esse foi o décimo discurso de Lula no debate geral da Assembleia Geral da ONU. Ele falou para chefes de Estado, chefes de governo, diplomatas e delegações de países, depois das declarações do secretário-geral da ONU, António Guterres, e do presidente da assembleia, Khalilur Rahman.

