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Política

Lula e Flávio Bolsonaro trocam críticas ao votar no primeiro turno

Presidente minimizou pesquisas e senador citou levantamentos internos ao defender que pode vencer a disputa já no primeiro turno.

Lula e Flávio Bolsonaro trocam críticas ao votar no primeiro turno
Foto: Marlene Bergamo e Eduardo Anizelli/Folhapress

Os dois candidatos líderes nas pesquisas para a Presidência trocaram críticas ao votar neste domingo (4). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse estar confiante na vitória e afirmou que a escolha envolve democracia e barbárie. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que pesquisas internas do partido apontam transferência de votos de outros candidatos para sua candidatura.

Flávio chegou às 8h05 à escola municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Depois de votar, afirmou que há um movimento de votos de revolta já no primeiro turno e que eleitores de outros candidatos estariam migrando para sua chapa.

O senador também criticou Lula ao mencionar impostos e o preço dos alimentos. Disse ainda que o presidente, caso seja reeleito, perseguirá a imprensa. Flávio estava acompanhado de Fernanda Bolsonaro e foi recebido por cerca de uma dezena de apoiadores.

Lula votou por volta das 9h10 na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo (SP). Ele estava com Fernando Haddad, Simone Tebet e Alexandre Padilha. O presidente minimizou as oscilações recentes nas pesquisas e disse que o resultado das urnas é o que importa. Também declarou: “O que está em jogo é a definição de um projeto de Brasil”.

Após o voto, Lula tirou fotos com apoiadores, que gritavam “é no primeiro turno”. Geraldo Alckmin também cumprimentou o grupo. O presidente deve acompanhar a apuração em casa, em São Paulo, e depois se reunir com aliados em um hotel na capital.

Outros candidatos

Renan Santos (Missão) votou em uma escola pública no distrito de Socorro, na zona sul de São Paulo. Ele classificou a disputa como a mais bizarra e a mais estranha desde a redemocratização. O candidato disse ter trabalhado contra o voto útil em Flávio para derrotar Lula, mas reconheceu que a estratégia poderia afetar seu desempenho. Também criticou os dois líderes das pesquisas e afirmou que a eleição foi construída sem debate e sem discussão sobre propostas.

Ronaldo Caiado (PSD) votou no Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado, em Nova Crixás (GO). Disse ter encerrado o primeiro turno defendendo medidas de combate à violência, redução de juros e correção de rumos da economia. Sobre um eventual apoio no segundo turno, afirmou que só decidirá depois da apuração.

Romeu Zema (Novo) votou por volta das 9h06 na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG), levando o celular para a cabine. Ele disse que não foi alertado pelos mesários e negou ter fotografado a urna. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é proibido portar celular na cabine, mesmo desligado. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que vai apurar o caso.

O presidente do tribunal, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que os mesários foram instruídos a impedir a entrada de celulares e que a conduta pode caracterizar crime eleitoral, com possibilidade de pena de detenção.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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