São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Marina rebate críticas de Derrite ao Bolsa Família em debate ao Senado

Candidata defendeu reajuste de 15% e afirmou que 700 mil paulistas deixaram o programa por melhora nas condições de vida.

Em debate para o Senado, Derrite critica o Bolsa Família e Marina diz que adversário desconhece a pobreza

Marina Silva (Rede), candidata ao Senado, rebateu as críticas de Guilherme Derrite (PP) ao Bolsa Família durante um debate e afirmou que o adversário desconhece a realidade de quem passa fome no Brasil. Ela defendeu o reajuste anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para recompor a inflação.

Derrite classificou o benefício como assistencialismo e criticou o reajuste. Marina respondeu que o programa garante alimentação para famílias e afirmou que, em São Paulo, cerca de 2 milhões de famílias e 3 milhões de crianças e adolescentes recebem o Bolsa Família.

“Você desconhece quem passa fome e trata dessa maneira um programa que ajudou o Brasil a tirar o nosso país do Mapa da Fome”, disse Marina.

O candidato, que é aliado de Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o programa é importante e associou sua expansão ao presidente Bolsonaro. Também acusou Lula de promover uma ação eleitoreira ao anunciar o reajuste, embora o texto registre que Bolsonaro concedeu aumento de 50% em período eleitoral.

Marina afirmou que o benefício passou de R$ 400 para R$ 600 durante o governo Bolsonaro, com validade até 31 de dezembro. Segundo ela, o governo Lula promoveu um reajuste de 15% para corrigir a inflação, sem prazo definido para terminar.

Emprego e saída do programa

Derrite disse que pretende criar um mecanismo de saída para evitar que os beneficiários permaneçam presos ao Bolsa Família. Marina afirmou que 700 mil pessoas deixaram o programa em São Paulo após melhorar as condições de vida.

O candidato também declarou que o governo Lula havia prometido picanha e entregado desemprego, além de dizer que a população empobreceu. O texto relaciona essas afirmações a dados sobre a economia brasileira: em julho de 2025, o país deixou o Mapa da Fome pela segunda vez e registrou redução recorde nos índices de pobreza.

Entre janeiro e julho de 2026, foram criados 921.645 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). No trimestre encerrado em julho de 2026, a taxa de desemprego ficou em 5,3%, o menor índice registrado para esse período específico.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.