SÃO PAULO — Márcio Chaer, diretor-executivo da revista online Consultor Jurídico, a ConJur, morreu neste sábado (3), aos 71 anos. O jornalista estava no banco do passageiro de um carro quando um assaltante roubou seu celular. Ao perseguir o ladrão, caiu na avenida Pedro Vicente, no centro de São Paulo, informou a Polícia Militar. A principal hipótese é que ele tenha sofrido um infarto.
Formado em comunicação, Chaer fundou a ConJur em 1997. A revista é especializada na cobertura do Judiciário. Ele também era dono da agência Original 1, 2, 3, criada em 1992, com o objetivo de dar voz a advogados na imprensa. A ConJur surgiu em um período de maior protagonismo do Judiciário e do Ministério Público, em projeto desenvolvido com o jornalista João Ozório de Melo.
Chaer trabalhou na Folha e passou pela sucursal de Brasília em 1986. Silvana Deolinda, jornalista e amiga do diretor havia 25 anos, afirmou que ele tinha paixão pelo Judiciário. “Ele era um advogado nato”, disse.
Repercussão
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, afirmou que a trajetória de Chaer está ligada à história do Judiciário brasileiro. Em nota, disse: “Seu legado permanecerá vivo”.
Luís Felipe Salomão, presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, declarou que a atuação do jornalista revolucionou a cobertura do Poder Judiciário. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também lamentou a morte e destacou a contribuição de Chaer para a cultura jurídica nacional.
Os advogados Alberto Zacharias Toron e José Luis Oliveira Lima também se manifestaram. A Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo afirmou que Chaer contribuiu para o jornalismo brasileiro e ampliou o acesso à informação sobre o Direito e o Poder Judiciário.
Márcio Chaer deixa quatro filhos.



