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Política

Número 2 da PF defende Andrei Rodrigues em cerimônia de formação

William Marcel Murad afirmou que a Polícia Federal resistirá a ataques e reiterou confiança no diretor-geral, ausente do evento em Brasília.

Número 2 da PF defende Andrei Rodrigues em cerimônia de formação
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, defendeu publicamente o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, durante a abertura do LXIII Curso de Formação Profissional para agente de Polícia Federal. Rodrigues era esperado na cerimônia, mas não compareceu.

Diante de 763 novos alunos, no Teatro de Arena da Academia Nacional de Polícia, Murad afirmou que a instituição manterá sua atuação apesar dos ataques. “Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier”, declarou. O diretor-executivo também reafirmou confiança na direção-geral e disse que o momento exige serenidade.

Murad classificou o trabalho dos investigadores como técnico, imparcial e livre de viés político. Segundo ele, a atuação dentro da lei e voltada ao interesse público sustenta a confiança de que a verdade dos fatos prevalecerá nas investigações.

O diretor-executivo também disse que cabe à Polícia Federal defender a instituição contra ataques e tentativas de usurpação de funções. Para ele, o respeito às atribuições de cada órgão do sistema de justiça criminal preserva a legalidade e a lisura das investigações e de futuras condenações.

Afastamento e possível transição

A ausência de Andrei Rodrigues ocorreu após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou seu afastamento preventivo e imediato, além do afastamento do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.

A medida cautelar apura as circunstâncias da produção de relatórios apócrifos de inteligência que monitoravam autoridades, entre elas o próprio relator e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O julgamento na Segunda Turma do STF tem maioria de 3 votos a 0, mas está temporariamente suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Interlocutores da Polícia Federal relataram sentimento de indignação e revolta entre delegados e disseram que a decisão é vista internamente como política. Fontes da corporação afirmaram ainda que Andrei Rodrigues não havia sido formalmente notificado.

O planejamento interno prevê que, após receber a intimação judicial, Rodrigues cumpra a ordem e transfira imediatamente a direção-geral para William Marcel Murad.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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