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Política

Pavanato é condenado a indenizar estudante da PUC-SP por vídeo publicado nas redes

Vereador terá de pagar R$ 7.500, excluir o conteúdo e não divulgá-lo novamente; decisão foi contestada por recurso.

Pavanato é condenado a indenizar estudante da PUC-SP por vídeo publicado nas redes
Foto: Folhapress

O vereador Lucas Pavanato (PL) foi condenado a pagar R$ 7.500 por danos morais a uma estudante da PUC-SP filmada sem autorização durante um evento na universidade. A decisão também determinou a exclusão do vídeo das redes sociais e proibiu novas divulgações. Pavanato recorreu.

A estudante afirmou à Justiça que foi gravada em abril de 2022, durante o lançamento de um livro da ex-deputada federal Manuela D’Ávila. Segundo o relato apresentado no processo, o vídeo teve grande repercussão e provocou crises de ansiedade e pânico.

A advogada Vitória Marques, que representa a estudante, sustentou que a edição do material expôs a jovem de forma vexatória. Ela também afirmou que a estudante pediu ao vereador a retirada dos vídeos, mas o conteúdo continuou disponível.

Consentimento e permanência do vídeo

Na defesa, Pavanato alegou que a própria estudante havia iniciado a conversa e consentido com a gravação e a publicação. O juiz Airtom Marquezini Júnior concordou parcialmente com esse argumento e considerou que houve consentimento tácito para a captação e a divulgação inicial da imagem.

O magistrado observou que a estudante abordou espontaneamente o vereador, que estava com uma câmera e um microfone, durante um evento político. Por isso, concluiu que a gravação e a primeira publicação não foram ilícitas.

A sentença, porém, diferenciou a divulgação inicial da permanência do conteúdo. Para o juiz, a autorização para uso da imagem pode ser revogada a qualquer momento. A estudante pediu a retirada do vídeo em 21 de abril de 2022 e registrou um boletim de ocorrência na mesma data. Mesmo após tomar conhecimento da oposição, Pavanato manteve o material disponível, que voltou a ser publicado em julho de 2023.

“A partir da revogação de consentimento, e com muito mais razão a partir da republicação, a conduta tornou-se ilícita”, declarou Marquezini Júnior. Na avaliação do juiz, o vídeo também foi editado com inserções destinadas ao escárnio da estudante.

O advogado Roberto Beijato Junior afirmou que Pavanato estava deixando o local quando foi abordado e contestou a versão apresentada pela autora da ação. Em nota, o vereador disse que a decisão será revertida e afirmou: “Vamos ganhar o recurso.”

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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