A 19 dias do primeiro turno das eleições gerais, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta terça-feira (15) se Alexandre de Moraes será investigado no caso Master, relacionado à suposta relação do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, depois que André Mendonça, então relator do processo, retirou o sigilo de documentos. Entre os materiais divulgados, a Polícia Federal identificou mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.
O tema foi comentado por Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que acusou parte do Supremo de ter “descumprido a lei” e afirmou que a corte e o governo federal integram um “sistema apodrecido”. No horário eleitoral gratuito, ele reproduziu o conteúdo. O senador também criticou a reeleição e defendeu propostas relacionadas a combate à corrupção, economia e soberania.
Ao tratar do caso, Flávio disse que havia mentiras contra ele e acusou o governo Lula de criar um desequilíbrio institucional. “O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes e no fim o Brasil ficou sem presidente nenhum, sem comando”, afirmou.
Declarações dos candidatos
Augusto Cury falou sobre o caso durante uma agenda em São Paulo. O candidato afirmou que o país estaria sendo governado pelo conteúdo de um celular, em referência às mensagens encontradas no telefone de Vorcaro, enquanto problemas da população não seriam resolvidos. Pelas redes sociais, publicou uma montagem que contrapõe uma imagem do plenário do STF a uma foto sua com eleitores.
Ronaldo Caiado defendeu, pelas redes sociais, o “afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes”. Segundo ele, a sessão representava um momento histórico para o STF e expunha problemas no exercício do cargo.
Renan Santos criticou os pedidos de afastamento do caso envolvendo Toffoli e Nunes Marques. Ele questionou o fato de ministros se declararem impedidos e afirmou que era considerado radical por não aceitar ordens que classificou como ilegais.
Romeu Zema participou de uma transmissão ao vivo com Eduardo Girão e cobrou explicações e investigação contra Moraes. “Espero que a investigação seja aberta, que seja conduzida com o maior cuidado e, como todos nós sabemos, que os envolvidos sejam punidos”, declarou. Depois, em vídeos de uma manifestação convocada por ele em Brasília, criticou alegações de impedimento e suspeição envolvendo Nunes Marques e Dias Toffolli.



