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Profissões declaradas ao TSE vão de engraxate a empresário nas eleições de 2026

Entre 20.607 candidatos, Zaqueu Engraxate foi o único a registrar essa ocupação; empresários formam o maior grupo, com 2.581 nomes.

Profissões declaradas ao TSE vão de engraxate a empresário nas eleições de 2026
Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Zaqueu Braga, de 41 anos, é o único dos 20.607 candidatos das eleições de 2026 a declarar a profissão de engraxate no cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Candidato a deputado distrital pelo PDT, ele escolheu o nome Zaqueu Engraxate para aparecer na urna eletrônica.

Engraxate desde os nove anos, Braga afirma ter engraxado os sapatos de praticamente todos os presidentes que passaram pela Caixa Econômica, com exceção de Pedro Guimarães.

Os candidatos também precisam informar ao TSE sua ocupação, além de patrimônio e bens. Mais de 200 profissões aparecem nos registros de quem disputa vagas no Legislativo e no Executivo.

Empresários são o grupo mais numeroso, com 2.581 candidatos. Na sequência estão advogados, com 1.699; policiais militares, com 572; médicos, com 559; e comerciantes, com 534. As ocupações ligadas ao ensino somam 1.048 candidatos, considerando professores dos ensinos fundamental, médio e superior, além de instrutores de formação profissional.

Ocupações únicas e registros variados

Há profissões com apenas um representante, como agente de serviços funerários, salva-vidas, governanta, ourives, office-boy, garimpeiro, tecelão, ceramista e jornaleiro. Digitadores, lavadores de veículo, coreógrafos, chaveiros, arqueólogos, estivadores e astrônomos têm dois candidatos cada.

Feirantes, artistas de circo, garçons, lixeiros ou garis, desenhistas, lanterneiros, escultores, químicos, massagistas, modelos e detetives particulares aparecem com menos de 20 representantes.

Entre os candidatos, Beta das Marmitas declarou ser comerciante e tentou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Mobiliza. Ela afirmou que desistiria da candidatura por causa de um problema de saúde e que pretendia voltar a fazer marmitas em novembro.

Luiz Osvaldo Pastore (PL), suplente de Eduardo Gomes (PL) ao Senado por Tocantins, declarou ser empresário. Sócio de pelo menos oito empresas, ele atua principalmente na área metalúrgica e informou ao TSE ter R$ 677,7 milhões em bens.

A declaração ocupacional também apresenta casos em que o nome usado na urna remete a uma profissão diferente daquela registrada. Marquinho Bombeiro (DC-RJ), Célio Gari (Mobiliza-RJ) e Gilberto Cobrador (Democrata-SP) incorporaram as ocupações ao nome eleitoral.

Cantora Aleciane (PSOL-MA) declarou ser agricultora. Poeta Ângela (Rede-PR) informou ser arqueóloga. Professor Iral (PSDB-PI) registrou a ocupação de empresário, enquanto Professor Murdoch (Novo-RJ) declarou ser arquiteto e Professor Euler (MDB-PR), vereador.

Campo sem checagem prévia

A especialista em direito eleitoral Amanda Guimarães da Cunha afirma que a informação é exigida para ampliar a transparência e ajudar na produção de estatísticas, junto com dados como escolaridade e renda. Na prática, porém, o preenchimento tem caráter protocolar.

Não há checagem prévia da ocupação declarada. Eventual mentira pode resultar em sanção, caso a Justiça seja provocada. O uso da opção genérica “outros” e o não preenchimento do campo reduzem a utilidade estatística dos dados.

Erika Brandão, candidata a deputada estadual em São Paulo pelo Mobiliza, registrou “modelo”, mas explicou: “Trabalho como recepcionista de feiras e eventos, porém possuo outro trabalho, que é como gestora de frotas de uma empresa de locação de veículos”.

A candidata Enfermeira Karyna, que disputa uma vaga no Legislativo do Espírito Santo pelo Missão, informou ser dona de casa. Formada em enfermagem e especializada na área dermatológica, ela disse que passou a se dedicar ao lar por ter dois filhos pequenos. Caso eleita, afirma que terá a saúde como pauta prioritária.

O cantor Manoel Gomes (Avante-SP), autor de “Caneta Azul”, declarou “outros”. Vanderlei Luxemburgo (Podemos-TO) informou ser “professor e instrutor de formação profissional”. Mario Frias (PL-SP), Marquito do Ratinho (PSD-SP), Humberto Martins (DC-RJ), Lucas Penteado (PT-SP), Mário Gomes (Solidariedade-RJ) e Andrea Sorvetão (DC-RJ) declararam “ator e diretor de espetáculos públicos”. Tiririca (PSD-CE) registrou ser deputado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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