A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva vai usar a tarifa aplicada pelos Estados Unidos ao Brasil para reforçar os ataques a Flávio Bolsonaro na propaganda eleitoral de TV desta terça-feira (8). O vídeo associa declarações do senador e manifestações de apoio ao presidente americano, Donald Trump, à defesa de interesses estrangeiros.
A peça também apresenta Lula como defensor da soberania nacional. Na abertura, a locução afirma que há uma família que usa as cores do Brasil e fala em patriotismo, mas serve a outro país. Em seguida, o vídeo exibe a expressão “traidores da pátria nunca mais”.
A propaganda diz ainda que, enquanto bolsonaristas querem vender o Brasil, Lula protege o país. A estratégia combina críticas aos adversários com temas defendidos pelo governo.
O novo vídeo dá continuidade à linha adotada pela campanha desde a estreia da propaganda eleitoral, em 29 de agosto. Nas primeiras peças, foram apresentados a trajetória de Lula, o fim da escala 6x1, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a defesa da soberania nacional.
Soberania e autonomia
Na nova produção, Lula relaciona a soberania à capacidade brasileira de produzir alimentos, explorar suas riquezas minerais e tomar decisões sem interferência externa. Ele também afirma que o país foi colonizado por muitos anos e que não quer ser colonizado novamente.
O vídeo destaca investimentos na indústria de defesa e nas Forças Armadas, vinculando essas ações à proteção do território e à geração de empregos. Em outro trecho, contrapõe declarações sobre os Estados Unidos a uma fala de Lula sobre o sistema brasileiro de pagamentos: “O Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar assim”.
No encerramento, Lula defende que a soberania nacional significa liberdade e independência para tomar decisões, sem permitir que outros determinem o que o Brasil deve fazer. O vídeo havia sido apresentado a veículos de imprensa na segunda-feira (7).



