Sete candidatos ao governo do Amazonas registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) propostas para a área de segurança. Os planos incluem aumento do efetivo policial, uso de câmeras e drones, criação de bases fluviais, reforço da inteligência e ações voltadas aos municípios do interior.
Também aparecem entre as medidas o combate ao crime organizado, o controle de fronteiras e rotas fluviais, mudanças no sistema penitenciário e iniciativas para valorizar os profissionais da segurança.
Propostas dos candidatos
Roberto Cidade (União Brasil), governador e candidato à reeleição, propõe integrar as polícias Militar e Civil, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), as Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e a Cavalaria. O plano prevê câmeras inteligentes, leitura de placas, drones, análise de imagens e bases fluviais, terrestres e aéreas. No interior, a proposta inclui mais policiais, viaturas, embarcações, equipamentos de comunicação e tecnologia.
O senador Omar Aziz (PSD) propõe ampliar o Sistema Paredão para 2 mil câmeras operacionais até 2032 e criar Centros de Inteligência Regional nas cinco calhas do estado. O plano também prevê drones de longa autonomia para monitorar fronteiras, rotas fluviais, áreas de garimpo ilegal e regiões de desmatamento, além de bases fluviais e um sistema de alerta para comunidades ribeirinhas sem telefonia convencional.
David Almeida (Avante) apresenta o programa Amazonas Seguro, com ações contra o crime organizado, proteção das fronteiras e enfrentamento à pirataria fluvial. O candidato também propõe reforçar as polícias, apoiar a criação de Guardas Municipais, ampliar o patrulhamento dos rios, modernizar o Centro Estadual de Inteligência e instalar câmeras comunitárias.
Maria do Carmo (PL) defende mais delegacias com atendimento 24 horas e aumento do efetivo policial. Para o combate ao crime organizado, propõe uma base fluvial permanente no Alto Rio Negro e a transferência de lideranças de facções para unidades do Sistema Penitenciário Federal.
Cabo Daciolo (Mobiliza) propõe recompor os efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Penal com planejamento de longo prazo, novos concursos e investimentos em formação, inteligência, tecnologia, equipamentos, infraestrutura e atuação fluvial. O plano também aborda vagas, segurança, educação e trabalho no sistema penitenciário.
Isael Munduruku (Rede Sustentabilidade) prioriza investigação, inteligência, prevenção social, uso de dados no policiamento e controle da atividade policial. Entre as propostas estão câmeras corporais, fortalecimento da Polícia Científica, perícia no interior, cadeia de custódia e investigação de crimes como homicídios, feminicídios e violência sexual.
Gilberto Vasconcelos (PSTU) relaciona segurança a políticas sociais e prevenção da violência. O candidato propõe núcleos de inteligência financeira, câmeras corporais em todos os agentes de segurança, proteção a testemunhas e lideranças comunitárias e medidas contra milícias, grupos paramilitares e organizações criminosas. O plano também defende transparência sobre operações e letalidade policial e a unificação das polícias em uma instituição civil.



