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Política

PT inclui mandato para ministros de cortes superiores entre propostas do partido

Executiva Nacional da sigla decidiu iniciar o debate sobre mandatos e ampliar a participação da sociedade civil no Judiciário.

PT inclui mandato para ministros de cortes superiores entre propostas do partido
Foto: Anderson Barbosa/PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu nesta quinta-feira (10) defender a criação de mandatos para ministros de Tribunais Superiores. A Executiva Nacional da sigla não estabeleceu, porém, a duração dos mandatos nem outros detalhes do modelo.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o debate não tem como objetivo enfraquecer o Poder Judiciário. “Nós queremos fortalecer o Poder Judiciário”, disse. A decisão foi tomada durante reunião da direção do partido em Brasília.

A proposta passou a integrar um conjunto de medidas para o sistema de Justiça. Entre elas estão a criação de cadeiras para representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o fim dos supersalários, dos penduricalhos e de privilégios, além de códigos de ética e quarentenas mais rígidas.

O documento também menciona critérios raciais e de gênero para nomeações em tribunais, o fortalecimento da Justiça do Trabalho e a universalização da Defensoria Pública. Edinho defendeu mais vagas para a sociedade civil em órgãos de fiscalização, para ampliar o acompanhamento e o controle sobre ministros.

A discussão sobre mandatos já era defendida por setores do PT, mas ainda não fazia parte das posições da Executiva Nacional. A mudança ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na quarta-feira (9), o presidente do STF, Edson Fachin, convocou uma sessão do plenário para terça-feira (15). O encontro deverá discutir um relatório da Polícia Federal elaborado a pedido do ministro André Mendonça, que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.

Moraes, por sua vez, indicou supostos indícios de atuação parcial de Mendonça como relator de casos envolvendo o Master. Críticos também questionam vazamentos seletivos e quebras de sigilo supostamente sem critérios.

Estratégia eleitoral

A Executiva do PT também decidiu discutir mudanças na campanha para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Lula não participou da reunião, mas ligou para Edinho durante as definições.

O partido avalia que a crise no STF alterou o cenário político e pretende adotar uma comunicação mais enfática nas propostas de Lula, incluindo as áreas de Segurança Pública e as reformas do Judiciário e da Política. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu uma campanha com mais radicalismo e afirmou: “É ir para o enfrentamento”.

Edinho disse que a mudança na comunicação ainda será discutida com os integrantes da campanha.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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