São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Saldo comercial do Brasil chega a US$ 7,7 bilhões em setembro

Exportações avançaram 12,9% no mês, enquanto importações recuaram 2,4%, informou o MDIC.

Saldo comercial do Brasil chega a US$ 7,7 bilhões em setembro

O comércio exterior brasileiro terminou setembro com saldo positivo de US$ 7,7 bilhões, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (6). O resultado representa alta de 146,4% sobre setembro do ano passado, quando o superávit foi de US$ 3,1 bilhões.

O superávit ocorre quando o valor das exportações supera o das importações. Em setembro, as vendas brasileiras ao exterior somaram U$ 34,4 bilhões, crescimento de 12,9%. As compras de outros países totalizaram US$ 26,7 bilhões, uma redução de 2,4%.

Produtos e mercados

Entre os produtos exportados, os óleos brutos de petróleo movimentaram US$ 2,83 bilhões, com alta de 77,3%. As vendas de soja alcançaram US$ 0,37 bilhões, aumento de 11,9%. O café não torrado somou US$ 0,10 bilhões bilhão, avanço de 8,7%, enquanto centeio, aveia e outros cereais não moídos chegaram a US$ 0,13 bilhões, alta de 31.239,5%.

A União Europeia foi um dos destinos que contribuíram para o crescimento das exportações. Os embarques para o bloco alcançaram US 6,95 bilhões, aumento de 60,1% ante o mesmo período do ano passado. Em outra medida apresentada pelo governo, o mercado europeu aparece com alta de 46,4%, para US$ 5,8 bilhões.

Para a China, as exportações recuaram 7,6%, para US$ 7,89 bilhões. A queda foi influenciada principalmente pela carne bovina, cujas vendas diminuíram 93,5%. O governo chinês anunciou, no fim de 2025, uma tarifa adicional para vários países, com o objetivo de proteger produtores locais. A cota brasileira de vendas sem sobretaxa foi de 1,106 milhão de toneladas neste ano e já foi atingida. Em 2027, o limite será de 1,128 milhão de toneladas.

As exportações para os Estados Unidos aumentaram 31,9%, para U$3,5 bilhões. Para o Mercosul, houve queda de 16,3%, para U$2,081 bilhões. As vendas para a Asean cresceram 0,7%, para U$2,302 bilhões; para a África, subiram 5,2%, para U$1,405 bilhões; e para o Oriente Médio, recuaram 4,8%, para U$1,640 bilhões. O México registrou alta de 22,9%, para US$902 milhões.

Resultado no ano e projeção

De janeiro a setembro, o superávit da balança comercial foi de US$ 62,4 bilhões. As exportações somaram U$ 284,65 bilhões, alta de 10,4% sobre o mesmo intervalo do ano passado pela média diária. As importações chegaram a US$ 222,26 bilhões nos nove primeiros meses de 2026, crescimento de 5% ante o mesmo período de 2025, também pela média diária.

O MDIC reduziu a estimativa para o saldo comercial de 2026. A projeção passou a ser de superávit de US$ 84,4 bilhões, abaixo dos US$ 90 bilhões previstos na revisão anterior.

Herlon Alves Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, disse que a estimativa anterior havia sido influenciada pela alta dos preços internacionais no primeiro semestre. Ele afirmou que a guerra entre Irã e Estados Unidos em fevereiro elevou o preço do petróleo e o valor de produtos ligados a ele.

Segundo Brandão, os preços perderam força nos meses seguintes. Mesmo com a redução da projeção, a estimativa é de que o superávit seja recorde.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.