São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

TSE manda redes removerem fake news sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora

Decisão de André Mendonça prevê retirada imediata de publicações e multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.

TSE manda redes removerem fake news sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora
Foto: AFP

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (25) que as redes sociais removam publicações que apresentem como verdadeira a informação de que Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Em decisão provisória, Mendonça classificou o conteúdo como “notoriamente inverídico” e ordenou que os provedores adotem medidas preventivas para impedir sua disseminação. As plataformas também deverão retirar imediatamente publicações que reproduzam a alegação, mesmo sem uma ordem judicial específica para cada postagem.

A determinação prevê multa de R$ 50 mil por dia para cada provedor que descumprir a decisão. As empresas terão de informar, em até 48 horas, as medidas adotadas e o número de conteúdos removidos. A ordem não alcança posts jornalísticos nem publicações feitas com o objetivo de desmentir a informação falsa.

Pedido da campanha

A decisão foi tomada após uma representação apresentada ao TSE pelos advogados eleitorais da campanha de Flávio Bolsonaro, coordenados pela ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri. Mendonça levou a liminar para análise do plenário em julgamento virtual.

Na área criminal, os advogados da campanha também pediram à Procuradoria-Geral Eleitoral a abertura de um inquérito contra políticos e perfis que divulgaram a alegação. O pedido afirma que a informação foi associada ao candidato para prejudicá-lo entre eleitores católicos e que alcançou mais de 5 milhões de visualizações em menos de 48 horas.

A campanha sustenta que o tema surgiu de um projeto de lei apresentado em 2007 e rejeitado e arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008. A defesa afirma que a proposta não foi de autoria de Flávio Bolsonaro e que, naquele período, ele era deputado estadual do Rio de Janeiro, sem atribuição sobre projetos apresentados no Congresso Nacional.

Publicações removidas

O ator Antonio Tabet, que teve uma publicação retirada, contestou a decisão e disse que o texto não mencionava Flávio Bolsonaro. Ele afirmou que recorrerá para preservar o direito à livre manifestação.

A publicação dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. A campanha pediu ainda que a empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram identifique os responsáveis por perfis anônimos e forneça os dados cadastrais das contas.

A alegação se espalhou nas redes sociais na quinta-feira (24). Não há registro de fala conhecida de Flávio Bolsonaro prometendo retirar o título de padroeira do Brasil. A informação também foi relacionada a um projeto de lei arquivado quase 20 anos atrás.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.