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Anthropic projeta PIB dos EUA até 15,4% maior em 2030 com IA

Relatório estima crescimento de 15,4% no cenário mais extremo e desemprego de até 17,9% entre trabalhadores do conhecimento.

Anthropic projeta PIB dos EUA até 15,4% maior em 2030 com IA
Foto: Getty Images via AFP

O PIB dos Estados Unidos pode crescer até 15,4% em 2030 em um cenário de forte impacto da inteligência artificial, ante 2% sem a tecnologia, segundo relatório do Anthropic Institute. No mesmo cenário, o desemprego entre trabalhadores do conhecimento poderia chegar a 17,9%.

O estudo foi elaborado pelo centro de pesquisas ligado a Jack Clark, cofundador da Anthropic. A instituição afirma que seu objetivo é apresentar cenários baseados em premissas às quais os laboratórios de IA têm acesso e ampliar a compreensão sobre as possíveis consequências econômicas da tecnologia.

Cenário extremo

O relatório não apresenta uma previsão única para a economia. Ele reúne possibilidades que vão desde uma adoção mais convencional da IA até uma situação em que mudanças relevantes nas capacidades dos sistemas provoquem efeitos amplos sobre a atividade econômica e o mercado de trabalho.

Segundo Clark, os cenários mais drásticos não são necessariamente os mais prováveis, mas podem ajudar a mostrar as decisões que seriam necessárias caso se concretizem. Nos últimos dois anos, o impacto agregado da IA sobre o emprego não foi inequivocamente negativo, inclusive em ocupações de menor remuneração. A avaliação, porém, é que os efeitos podem mudar caso os sistemas passem a executar um conjunto amplo de tarefas correspondente à maior parte de determinadas ocupações.

Clark citou mudanças de capacidade na programação em 2025 e na segurança cibernética em 2026. Na avaliação dele, esses episódios podem alterar rapidamente a adoção da tecnologia e, posteriormente, aparecer em indicadores macroeconômicos.

A adoção de IA também pode favorecer empresas competitivas com poucos funcionários e despesas operacionais elevadas. Clark mencionou a Stripe como uma empresa que estaria observando esse movimento.

Os efeitos sobre o emprego, segundo ele, tendem a demorar mais para aparecer. Mudanças relevantes nas contratações costumam ocorrer em conjunto com eventos macroeconômicos mais amplos, como uma recessão. Por isso, ainda não seria possível determinar com precisão como a IA está afetando o mercado de trabalho.

Crescimento e novos setores

O estudo também considera que os ganhos de produtividade poderiam acelerar a elaboração de projetos e licenças para obras de infraestrutura. Essa hipótese permitiria que a IA contribuísse para ampliar a construção, embora a realização desses efeitos dependa de políticas públicas, regulamentação e outros fatores.

Ao discutir um cenário de crescimento anual de 15% em 2030, Clark afirmou que isso exigiria o surgimento de setores inteiramente novos. Ben Bernanke, integrante do Long-Term Benefit Trust, da Anthropic, resumiu essa condição dizendo: “Se você quiser superar um crescimento de 5% do PIB, precisará criar setores inteiramente novos”.

A ideia é que uma expansão muito elevada dependa da criação ou viabilização de novas atividades econômicas, com produtos e serviços inéditos e mudanças na forma como a economia funciona. O relatório, no entanto, não trata esse resultado como uma previsão.

Clark também reconheceu que avanços tecnológicos podem não ser suficientes para superar obstáculos em áreas como biotecnologia e infraestrutura. Regulamentação, políticas públicas e outros fatores podem limitar a velocidade com que os ganhos potenciais da IA se transformam em produção e emprego.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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