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Brasil mantém desempenho em matemática e fica abaixo da média da OCDE no Pisa

Avaliação de 2025 mostra avanço limitado do país em dez anos e desempenho inferior à média da OCDE nas três áreas analisadas.

Brasil mantém desempenho em matemática e fica abaixo da média da OCDE no Pisa
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O Brasil avançou pouco nos últimos dez anos no Pisa, principal avaliação internacional da educação. Em 2025, o desempenho dos estudantes brasileiros de 15 anos em matemática ficou no mesmo nível de 2015. Em leitura, o país avançou apenas um ponto no período, enquanto ciências registrou o maior crescimento.

Aplicado a cada três anos em 91 países, o Pisa mede a capacidade de usar conhecimentos aprendidos na escola para resolver problemas do cotidiano e gerar inovação. Em matemática, somente 28% dos estudantes brasileiros atingiram o nível mínimo esperado. Essa faixa inclui habilidades como comparar a distância total de duas rotas e converter preços para outra moeda.

Nas três áreas avaliadas, o Brasil ficou abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne principalmente países desenvolvidos. O país ocupou a posição 71 em matemática, 52 em leitura e 67 em ciências entre os países e regiões analisados.

O Ministério da Educação afirmou que o Brasil foi um dos países que mais avançaram no desempenho dos estudantes nos últimos 20 anos. A divulgação também mostrou queda nos países mais ricos do mundo, que tiveram o pior resultado da história do Pisa, principalmente em leitura e matemática.

Habilidade digital e desafios no ensino

Pela primeira vez, a avaliação mediu a capacidade de resolver problemas com ferramentas digitais, incluindo programação. O Brasil obteve 406 pontos nessa categoria, abaixo da média de 500 pontos da OCDE.

Para Gabriel Correia, diretor de Políticas Públicas do Todos pela Educação, a falta de avanço na última década indica a necessidade de mudanças no ensino. Ele defendeu a valorização e a melhoria da formação dos professores, o aperfeiçoamento da gestão das escolas e políticas públicas voltadas à qualidade do trabalho em sala de aula. “Agora é a hora da aprendizagem”, afirmou.

Uma escola pública de Brasília criou clubes de leitura e matemática para reforçar os conteúdos fora da sala de aula. A professora de Língua Portuguesa Brenda Lopes da Silva disse que o contato com a literatura amplia o vocabulário e a capacidade de abstração.

A estudante Júlia Souza afirmou que a leitura ajuda a desenvolver paciência e atenção, além de aliviar a ansiedade. As iniciativas buscam fortalecer o aprendizado por meio de atividades complementares às aulas regulares.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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