Investigadores do voo FZ1073, da FlyDubai, concluíram que o copiloto usou um machado de emergência para atacar o comandante durante a viagem com destino a Israel. O objeto fazia parte dos equipamentos obrigatórios de segurança da aeronave e ficava na cabine de comando para situações como acidentes ou incêndios.
A informação foi divulgada neste sábado (3) pelo procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos. A investigação busca esclarecer como o copiloto conseguiu usar o equipamento e assumir o controle do avião sem ser impedido.
O piloto Smit Machchhar, da Índia, foi ferido durante o ataque. Ainda assim, conseguiu destrancar a porta da cabine. Tripulantes e passageiros entraram no local, contiveram o agressor e ajudaram a estabilizar a aeronave, que havia despencado 5 mil metros em 30 segundos.
Investigação sobre o copiloto
Pela primeira vez, autoridades dos Emirados Árabes classificaram o episódio como uma tentativa de ato terrorista. As apurações devem verificar se o copiloto, cidadão de Omã, agiu sozinho ou mantinha ligação com grupos extremistas.
O copiloto tinha 29 anos. Antes de ser contratado pela FlyDubai, ele teria sido impedido de voar em seu país de origem por preocupações relacionadas a uma possível radicalização. Essa informação foi divulgada pela imprensa internacional com base em fontes.
Na sexta-feira (2), Machchhar falou por videochamada com o primeiro-ministro da Índia. Visivelmente emocionado, o piloto afirmou que fez um último esforço durante o ataque para impedir que as pessoas a bordo morressem: “Eu tentava me salvar, mas também sabia que não podia deixar ninguém morrer”.



