São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Deslizamento atinge três casas e desaloj​a 15 pessoas em Macaé

Famílias deixaram imóveis após um barranco ceder na Rua Chile; não houve registro de feridos, segundo a Defesa Civil.

Deslizamento atinge três casas e desaloj​a 15 pessoas em Macaé

Um deslizamento de barranco atingiu três casas na Rua Chile, no bairro Campo do Oeste, em Macaé, no Norte Fluminense, neste sábado (3). Quinze pessoas ficaram desalojadas, segundo a Defesa Civil, que foi acionada por volta das 9h. Não houve registro de feridos.

Moradores retiraram crianças dos escombros e relataram dificuldade para encontrar outro lugar para morar. Depois da ocorrência, outros dez imóveis foram vistoriados ou interditados. A Defesa Civil orientou que os moradores deixassem as casas consideradas de risco.

Uma das famílias afetadas tem duas crianças: um menino de seis anos e uma menina de um ano e sete meses. Os dois estavam na casa atingida e foram retirados dos escombros por pessoas que estavam no local, segundo moradores. A família perdeu todos os pertences.

Após passar as primeiras noites na casa de amigos, os pais e as crianças devem se mudar, a partir deste domingo (4), para um apartamento. As despesas serão pagas pela própria família. Indiana Silva, moradora do bairro, disse que não houve atendimento médico aos menores durante a presença da Defesa Civil.

“Desde as quatro horas da manhã, começou a chuva, começou a cair barro”, afirmou Indiana. De acordo com ela, os moradores permaneceram em alerta até que, por volta das 9h, uma das casas fosse completamente atingida.

A lama também invadiu a residência de Jubert Costa, conhecido como Beto. O material atingiu dois quartos e destruiu parte das paredes e da estrutura do imóvel. “Os dois quartos estão cheios de barro, arrancou a parede, arrancou tudo”, relatou Jubert.

Moradores cobram contenção da encosta

Moradores afirmam que o risco é antigo e temem novos deslizamentos. Gabriel Daudte, que vive no bairro há cerca de 30 anos, disse que uma licitação para uma obra na encosta ocorreu entre 2017 e 2018, mas a intervenção não teria sido concluída na altura da Rua Chile.

Ele também mencionou um deslizamento registrado em 2019 e afirmou que, na avaliação da população, o problema volta a receber atenção quando ocorre uma nova situação de risco. O barro teria começado a descer durante a madrugada, após a chuva, e o barranco continuou cedendo ao longo do dia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.