MACAÉ — Um deslizamento de barranco atingiu três casas na Rua Chile, no bairro Campo do Oeste, em Macaé, no Norte Fluminense, neste sábado (3). Quinze pessoas ficaram desalojadas, segundo a Defesa Civil, que foi acionada por volta das 9h. Não houve registro de feridos.
Moradores retiraram crianças dos escombros e relataram dificuldade para encontrar outro lugar para morar. Depois da ocorrência, outros dez imóveis foram vistoriados ou interditados. A Defesa Civil orientou que os moradores deixassem as casas consideradas de risco.
Uma das famílias afetadas tem duas crianças: um menino de seis anos e uma menina de um ano e sete meses. Os dois estavam na casa atingida e foram retirados dos escombros por pessoas que estavam no local, segundo moradores. A família perdeu todos os pertences.
Após passar as primeiras noites na casa de amigos, os pais e as crianças devem se mudar, a partir deste domingo (4), para um apartamento. As despesas serão pagas pela própria família. Indiana Silva, moradora do bairro, disse que não houve atendimento médico aos menores durante a presença da Defesa Civil.
“Desde as quatro horas da manhã, começou a chuva, começou a cair barro”, afirmou Indiana. De acordo com ela, os moradores permaneceram em alerta até que, por volta das 9h, uma das casas fosse completamente atingida.
A lama também invadiu a residência de Jubert Costa, conhecido como Beto. O material atingiu dois quartos e destruiu parte das paredes e da estrutura do imóvel. “Os dois quartos estão cheios de barro, arrancou a parede, arrancou tudo”, relatou Jubert.
Moradores cobram contenção da encosta
Moradores afirmam que o risco é antigo e temem novos deslizamentos. Gabriel Daudte, que vive no bairro há cerca de 30 anos, disse que uma licitação para uma obra na encosta ocorreu entre 2017 e 2018, mas a intervenção não teria sido concluída na altura da Rua Chile.
Ele também mencionou um deslizamento registrado em 2019 e afirmou que, na avaliação da população, o problema volta a receber atenção quando ocorre uma nova situação de risco. O barro teria começado a descer durante a madrugada, após a chuva, e o barranco continuou cedendo ao longo do dia.



