O Conselho de Ministros da Itália aprovou um projeto de lei que prevê a pena de morte para pessoas que tentarem realizar atentados contra Benito Mussolini, chefe do governo, e contra membros da família real. A proposta ainda será encaminhada ao Parlamento italiano.
O julgamento desses crimes ficará sob responsabilidade de uma seção especial de cassação. O órgão terá a função de atuar como a principal instância da Justiça penal para esses casos.
A medida foi aprovada em um período em que a Itália era governada pelo fascismo, regime sob o qual Mussolini ocupava o comando do governo. O projeto trata tanto dos ataques contra o ditador quanto daqueles dirigidos à família real.
Além da proposta sobre a pena capital, o país criou um decreto contra cinco políticos exilados. Eles vivem na França e na Inglaterra e terão o direito de cidadania cassado. O decreto também determina o confisco dos bens pertencentes a esses políticos.
Com isso, as decisões anunciadas pelo governo italiano envolvem duas frentes: a criação de uma punição extrema para atentados contra as autoridades do país e a retirada de direitos e patrimônio de opositores que deixaram a Itália.


