São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Morre aos 80 anos o jornalista e cartunista Pancho

Francisco Alfredo Dias Camargo criou a série “Rollmops e Catchup” e atuou em jornais do Paraná e do Rio de Janeiro.

Morre aos 80 anos o jornalista e cartunista Pancho
Foto: Priscila Forrone/Gazeta do Povo

Francisco Alfredo Dias Camargo, conhecido como Pancho, morreu de doença pulmonar aos 80 anos, em 18 de agosto. Jornalista e cartunista, ele criou a série de tirinhas “Rollmops e Catchup”, publicada por décadas em jornais do Paraná.

Lançada em 1987, a série combinava frases e desenhos para retratar situações do cotidiano. O material era inspirado nas observações que Camargo fazia de pessoas e lugares, em ambientes como ruas, redações, entrevistas e bares. Ele costumava desenhar, fumar e beber cerveja Antarctica enquanto trabalhava.

Nascido em Castro (PR), Camargo era filho do militar Saladim Pereira de Camargo e de Julieta Dias. Teve seis irmãos, uma infância pobre, dois casamentos e quatro filhos. Nas horas vagas, pescava e levava os filhos para assistir aos jogos do Athlético-PR, time para o qual torcia.

Carreira no jornalismo

Camargo iniciou a carreira como office-boy na Redação do jornal Última Hora, no Rio de Janeiro. Depois, trabalhou como repórter, chefe de Redação e editor de primeira página em veículos paranaenses, entre eles O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná, Correio de Notícias, Gazeta do Povo e Jornal Plural.

O colega Eduardo Aguiar o descreveu como reservado e mal-humorado diante de burocracia e pessoas que o incomodavam, mas divertido com os amigos. Para outro amigo, Camargo era um jornalista íntegro e um editor de primeira página sagaz, que não cedia a pressões do patronato.

Os filhos disseram que ele considerava a ética uma obrigação profissional e o jornalismo um sacerdócio. Fabiano Camargo afirmou que o pai combateu a ditadura, a ignorância, as desigualdades sociais, as fake news e o mau jornalismo.

Camargo também desenhava fora do trabalho, inclusive em bilhetes e encomendas enviadas à família. Guilherme Camargo recordou as histórias usadas pelo pai para fazer piadas, dar broncas e ajudar nos trabalhos escolares.

O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, publicou que Pancho foi uma referência para o jornalismo e formou uma geração de profissionais. Ele deixa 4 filhos, 2 netas e 1 bisneto.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.