SÃO PAULO — O Nomo, na Vila Madalena, apresenta uma cozinha autoral em um salão pequeno e elegante, com pratos de aparência singela e receitas pensadas, em sua maioria, para serem compartilhadas. O endereço é R. Harmonia, 815, na região oeste da cidade.
A seção Vegetais Potentes concentra algumas das criações mais marcantes do cardápio. A polenta de milho doce custa R$ 48 e é coberta por pecorino. Já o prato de repolho e alface, de R$ 56, leva os vegetais preparados na brasa, muhammara e dukkah, condimento egípcio feito na casa com gergelim, amêndoa, avelã, pistache, sementes de erva-doce e de coentro.
Os quiabos tostados custam R$ 48 e são servidos com coalhada de ovelha. A finalização leva crispy chile oil, mas a picância é discreta. A combinação transforma ingredientes cotidianos em pratos que podem sustentar uma refeição completa, mesmo para quem não é vegetariano.
Carnes e acompanhamentos
Entre as carnes, o flat iron angus de 350 gramas custa R$ 198 e vem com molho poivre. O porco preto, de 300 gramas e R$ 110, recebe à mesa molho karashi, feito com mostarda japonesa picante, e vôngoles. A carne é servida ligeiramente malpassada, enquanto os mariscos acrescentam sutileza à receita.
Outra opção é o cupim casqueirado de 200 gramas, por R$ 110, acompanhado de jus e pinoli e finalizado diante do cliente. Para acompanhar os molhos restantes, o pão de fermentação natural passado na brasa custa R$ 18.
A sobremesa é o creme de pudim e banana com massa filo, por R$ 39. A proposta é de delicadeza, sem uma porção especialmente robusta ou um sabor dominante.
Como o menu favorece o compartilhamento, grupos maiores conseguem provar mais preparos, mas o tamanho do salão recomenda moderação. Quatro pessoas podem ser uma formação adequada. O restaurante também tem opções de vinhos entre R$ 200 e R$ 300.
Paty Werneck, do Nomo e do Gnomo, bar aberto mais recentemente na esquina em frente, foi eleita sommelière do ano na última edição do especial O Melhor de São Paulo.



